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Archive for the ‘gentes’ Category

Eu não sei o que seria de minha vida sem irmãos e irmãs

setembro 6, 2012 1 comentário

Tive a felicidade de crescer em um lar junto com mais cinco irmãos. Heloisa, Teco, Paulo, Celso e Eliana são muito importantes na minha trajetória por este mundo e, nas raras oportunidades em que estamos juntos, vivemos muito intensa e alegremente essa comunhão da família que Seo Brenno e Dona Ester construíram.

Mas a vida me deu muitos outros irmãos. O músico Asaph Borba fala de que podemos reconhecer esses irmãos adotivos que a vida nos dá: Irmão é aquele que, com o amor prático ensinado por Jesus, mudou o meu coração, que me estendeu a mão quando eu caminhava para o fim, que se fez presente e vivo ao meu redor, aquele que trouxe-me alegria e mais vontade de viver.

Você, que transformou minha vida de alguma dessas formas, é meu irmão – e sabe que, como irmão, mora no meu coração.

A você, meu querido, feliz dia do irmão!

A seguir, a música do Asaph, que termina dizendo que os irmãos unidos transformam o mundo.

Nota: Alguém que tem o gosto musical parecido com o meu vai dizer que essa música é brega. Devo dizer que, há um bom tempo, aprendi que as coisas verdadeiras podem até parecer, mas jamais serão bregas!

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Categorias:gentes, pensando

Adaptação

agosto 14, 2012 1 comentário


O texto a seguir foi postado por Andre Ribeiro em sua linha do tempo no Facebook.

Vale a pena ser lido!

Adaptação é fundamental em todos os sentidos! Para um governo, adaptar escolas é fundamental. Adaptar-se consoante à situação financeira também é necessário! A adaptação é fundamental para o ser humano.

A tristeza, muitas vezes, vem de uma situação com a qual não estamos acostumados. O que fazermos? Adaptarmo-nos.

E foi exatamente isso que fez Ana Paula! A história de Ana Paula ainda é desconhecida por muitos, mas espero que vocês entendam como é possível adaptar-se, segundo a história de Ana Paula.

Fanática por vôlei desde pequena, Ana Paula sofreu um acidente e acabou adquirindo uma ‘especialidade’. Uma ‘deficiência’ física que a impediu de seguir carreira profissional. Em vez de apenas lamentar, Ana Paula foi atrás de seu sonho. Tornou-se uma jogadora de voleibol sentado. Esporte paralímpico.

Hoje, Ana Paula é jogadora da seleção brasileira e vai lutar por uma medalha nos jogos paralímpicos de Londres 2012. Uma medalha com tanto – ou mais – valor quanto a dos jogos olímpicos.

A vida de um atleta não é fácil. A de um para-atleta tende a ser mais complicada ainda, mas Ana conseguiu!

Deus nos faz passar por situações que, muitas vezes, são de difícil compreensão. Ana é prova viva de que Deus faz as coisas funcionarem! Não sei se Ana conseguiria ser uma jogadora de vôlei profissional com tanto sucesso como é no vôlei sentado. E nem devemos querer saber como seria, afinal, Ana é um grande exemplo de crescimento e adaptação.

Ana pode dizer que vai suar pelo Brasil. Nós temos nossas dificuldades também. São outras, é verdade, mas temos. O que devemos fazer? Adaptarmo-nos.

Vai Brasil! Vai, tia!

Pai e filho – uma conquista

julho 27, 2012 1 comentário

Meu amigo Bira, companheiro de inesquecíveis viagens entre São Paulo e São José dos Campos, costumava dizer que o relacionamento entre uma mãe e seu filho é diferente do relacionamento entre pai e filho. Por causa do processo de gestação, a mãe tem uma ligação “visceral” com a criança (sim, um filho nunca deixa de ser uma criança!), com vínculos muito fortes desde o momento em que o embrião começa a se desenvolver dentro dela.

Por sua vez, o pai precisa conquistar e ser conquistado pelo filho. É fato que o “pai moderno” tem se esforçado em estabelecer contato com o novo ser já desde que ele que está no ventre materno. Nesse processo, ele entende que vale ficar conversando com a barriga da mãe, acariciando, escrevendo declarações de amor na barriga (tirando foto e postando no Facebook! :() entre outras coisas. Mas, para o pai, a história começa pra valer mesmo a partir do nascimento. Dali em diante, é um processo de conquista mútua, que requer atenção e determinação.

Um relacionamento entre duas pessoas é feito de marcas e transformações mútuas que vão acontecendo durante a convivência. Assim, digo que, desde 27 de julho de 1991, minha vida tem sido profundamente marcada por André. Ouso dizer que a recíproca é verdadeira.

Dei a ele uma camisa do São Paulo Futebol Clube; hoje, vejo nele um coração que já soube estar do lado vencedor, mas que está aprendendo a ter esperança mesmo quando não há motivo algum para isso. :-|

Igualmente, compartilhei minha paixão pela música; hoje, tenho o prazer de ter ao meu lado um artista sensível, talentoso e cada vez melhor.

Carreguei-o para a Escola Bíblica quando criança; hoje, ele anda com sua fé firme e operosa, impactando vidas à sua volta.

Por outro lado, vi que ele tem o costume de defender com firmeza suas opiniões e procura tratar com igualdade e imparcialidade algumas questões difíceis. Por isso, tenho aprendido a escutar e considerar pontos de vista diferentes do meu. Quem me conhece, sabe que não é pouca coisa!

Além disso, o esforço que ele faz para estar junto daqueles a quem ama, demonstrando cuidado e carinho, tem me desafiado a ser mais atencioso e presente com os meus queridos.

Enfim… Há, ainda, muitas marcas e muitas experiências profundas nessa história com ele – e algumas que não cabem em palavras. Há, também, muito por vir – e mal posso esperar por isso.

O que posso dizer, por enquanto, é que ser conquistado pelo meu filho é uma das grandes vitórias da minha vida.

Feliz aniversário, André, filho amado!

Sobre aniversários felizes

março 20, 2012 9 comentários

Aqueles que convivem comigo há muito tempo já devem ter ouvido uma história que eu conto para justificar minha aversão às comemorações de meus aniversários.

Para quem nunca ouviu, conto-a:
Em 19 de março de 1977, acordei com 13 anos de idade. Totalmente adolescente, pensei que minha mãe, meu pai, meus irmãos estavam me preparando uma festa surpresa – porque durante todo o dia ninguém sequer se manifestou para me desejar “Feliz Aniversário”.
Desde o início da manhã, percebi uma movimentação frenética – um entra e sai constante de gente, trazendo bolo, levando salgadinho, telefonando etc. Pensei com meus borbotões: é hoje!
No fim do dia, fui, realmente, surpreendido: houve, sim, uma festa – mas era para o meu tio, que estava voltando à minha cidade, para ser pastor da minha igreja.

Dali em diante, alego que tenho trauma de aniversário.

A história é quase totalmente verdadeira (sem algum tempero, as histórias não têm graça, nem comovem suficientemente). Já o trauma… convenhamos, é uma boa desculpa para meu mau jeito para lidar com abraços, beijos, elogios ou simples cumprimentos.

Entretanto, ao chegar aos 48 anos, recebo muitas manifestações de pessoas que convivem comigo diariamente, além telefonemas e mensagens carinhosas de muitas pessoas queridas que não estão tão perto assim.

Não consigo mais usar a desculpa do trauma.
Aliás, nunca se saberá ao certo se tenho, essa ferida psicológica em minha personalidade ou tudo não passava de mais uma de minhas histórias. Mas, a essa altura, não sei se é tão importante assim.

Então, só me resta dizer que “curti” (o trocadilho infame foi inevitável) este 19 de março de 2012 – por tudo o que recebi daqueles que gostam de mim!

Do mais fundo do meu coração, muito obrigado pelo carinho e atenção para comigo. Não mereço tanto, mas até que gosto – bastante!

Se puderem repetir no ano que vem, vai ser bem legal!

-lau
Em tempo: Meu tio Jango faz, hoje, 35 anos à frente da igreja em São José dos Campos. Esse batalhador se tornou grande companheiro e conselheiro, importantíssimo na minha vida. Muito obrigado e felicidades, Pastor João Arantes Costa!

Categorias:fazendo, gentes

Olha que a vida tá passando – o filme

fevereiro 14, 2012 2 comentários

No já longínquo ano de 2009, eu pude participar do Projeto Ampliar, em São Paulo – falando para uma platéia de adolescentes ávidos pela vida. Escrevi sobre a experiência em A principal das potências da alma.

O encontro foi gravado pela equipe do Ikwa, um projeto muito legal de Orientação Profissional que, infelizmente, não foi muito para a frente. Hoje, o meu filho André (cara ponta firme, orgulho do pai) cortou o vídeo em cinco partes e publicou no YouTube.

Foi algo que me deu imenso prazer de fazer. Falar, compartilhar o que vou vendo por aí, o que vou sentindo por aqui, o que estou fazendo acolá… são coisas que me revigoram a alma. Então, convido-o a assistir aquele momento tão especial para mim. Ao final de cada parte, você seleciona a subsequente, para continuar assistindo.

Nota: Há diferença entre “amor” e “paixão”. Mas, em determinado momento da palestra, eu não faço distinção entre as duas coisas. Achei que tomaria um tempo da conversa, e que, naquele contexto, não iria fazer uma diferença que valesse a pena. Ok? 😉

Categorias:fazendo, gentes, pensando

Revanche – amarga, sedutora e traiçoeira

Foi um parto complicado, de alto risco, em uma madrugada chuvosa e fria – um sábado, véspera da Páscoa. A equipe médica, chamada às pressas, chegou com aquele humor que dá gosto de ver. Assim nasceu Revanche.

Não fosse isso o bastante, a cara de joelho-de-ronaldo-fenômeno (que todo bebê tem) não melhorou com o tempo. Como se diz na minha terra, a menina feia cresceu e tornou-se uma mulher, com o perdão da má palavra, “destreinada no esporte da belezura”.

O começo difícil forjou nela um caráter profundamente amargo e rancoroso. Por trás de um aparente senso de perfeccionismo, integridade e justiça, vive alguém incapaz de perdoar. Qualquer ofensa, mínima que seja, não fica sem o devido troco.

No entanto, tudo tem sua compensação. Ao primeiro contato, Revanche mostra enorme capacidade de influenciar pessoas. Para gostar dela, basta meia hora de uma boa conversa. O flerte é quase que inevitável, assim como a simpatia para com as suas idéias e seu estilo de vida. Com esse jeitinho, ao longo de sua existência, Revanche correu mundo e colecionou amantes em escala global – o que lhe é motivo de grande deleite.

Curiosamente, você terá muita dificuldade em encontrar alguém que, mesmo nos momentos de maior sinceridade, admita que já foi por ela seduzido ou já esteve em seus braços. Talvez por isso mesmo, da mesma forma que seduz, ela não hesita em abandonar e renegar os atos de seus amantes. Para um amante da Revanche, não adianta querer explicar ou justificar atitudes alegando suas influências amorosas. Ela dirá, sem pudor, que cada um é responsável pelos seus atos.

Portanto, tenha cuidado se você a encontrar na rua, no trânsito, no trabalho, no círculo de amigos, em qualquer lugar. Trate-a com respeito, mas não dê muita conversa. Os encantos da Revanche são traiçoeiros. Cedo ou tarde, você pode descobrir isso de maneira muito dolorosa.

Nota: Relato feito a partir de histórias que ouvi de outras pessoas. Eu mesmo nunca conheci e nunca estive com a Revanche – e mesmo que tivesse conhecido ou estado com ela, negaria até o fim 😮

Certas canções…

outubro 18, 2010 Deixe um comentário

Certas canções que ouço
cabem tão dentro de mim
que perguntar careço
como não fui eu que fiz.

(Tunai / Milton Nascimento)

Quando isso acontece, é melhor não falar nada – se não, estraga.

Assim, só posso dizer que você não deve deixar de ler e comentar o post do @amebaribeiro, meu filho: Espinhos me fizeram sofrer, Deus me deu forças pra continuar

Espero, sinceramente, que faça diferença na sua vida.

Categorias:gentes, lendo