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Archive for the ‘fazendo’ Category

Quando o capira chora

IMG_1037.JPGO caipira chora
Nascido às margens do Paraíba
Batizado nas águas do Buquira
Retirado para outros Brasis
Acostumado com a força da capital
Banhado nos mares de Janeiro
Acolhido por andorinhas no prado campineiro
Tudo prova, tudo enfrenta, tudo aprende

Mas todo cabra tem seu tombo, seu tropeço, seu fraco
E desse bravo, quem diria, é o creme
É o encanto do meia cura do Vale
Quando cheira, corta o naco, frita e doura
Aí, não adianta: o caipira chora

Categorias:fazendo

Desafios e oportunidades para o futuro da TV paga no Brasil

Há pouco mais de quatro anos, cheguei ao mercado de TV paga.

Naqueles primeiros meses tudo era novidade. Mais do que isso: tudo era surpresa, porque, diferentemente do ambiente anárquico da Internet, em que havia construído minha carreira nos últimos anos, descobri que o mercado de televisão em geral (tanto a TV aberta, como a TV por assinatura) é terreno extremamente controlado por leis, regulamentos, normas e instruções. De certa forma, isso criou um ecossistema em que há muita competição, muito investimento em tecnologia, mas pouco espaço para (usando um termo que anda na moda) “movimentos de disrupção”.

Depois de muito trabalho e crescimento, há alguns meses, decidi encarar uma nova empreitada, à frente da diretoria de Operações de uma nova operadora de TV por assinatura. A iON TV é um projeto diferente, pois vai permitir que muitos operadores locais de telecomunicações (também chamados de provedores de internet) consigam oferecer seu próprio serviço de televisão por assinatura para seus clientes. O foco principal da iniciativa é levar o serviço ao interior do país, que ainda tem baixíssimos níveis de penetração.

O potencial desse empreendimento é que ele aproveita a força da marca local dos operadores regionais de telecomunicação junto às comunidades locais – oferecendo um atendimento diferenciado e personalizado em um serviço “famoso” por sua falta de qualidade e de empatia quando precisa dar qualquer ajuda a seus assinantes. O provedor local, que “toma café na padaria da esquina com seu assinante” conhece mais intimamente o seu consumidor e suas ansiedades.

Por esse motivo, o projeto tem tudo para ser um sucesso.

Mas, como diria um amigo, “se fosse fácil, era na Bahia”. Aliás, é bom dizer que “nem na Bahia” as coisas são fáceis. Há muitos desafios pela frente, até fazer com que o operador local e a iON TV cheguem bem na casa das pessoas e consigam conquistar sua fidelidade.

Os desafios para o parceiro que vai operar com a iON TV resumem-se a um único tópico: o aprendizado!

E esse é um assunto que, no dia-a-dia, fica complexo, porque, neste caso, o aprendizado é um processo que DEVE acontecer em uma via de mão dupla.

Ou seja, se, por um lado, o parceiro precisa aprender a trabalhar com TV por assinatura e suas armadilhas, a iON TV precisa aprender a conviver com a diversidade desses parceiros, que vêm de todos os cantos do país, com suas características e culturas locais, seus momentos econômicos e sociais. E o desafio aí é entender essa diversidade,  desenhar e desenvolver constantemente um produto que realmente tenha valor para cada um desses empreendedores que acreditaram no projeto.  

Mas, de qualquer maneira, para o parceiro operador, o processo de aprendizado pode dividir-se em três grupos principais:

1) Técnico – o menor deles, uma vez que, a partir de um aprendizado a respeito dos requisitos técnicos, dos padrões de ferramentas e equipamentos e das tarefas em si, torna-se algo que passa a fazer parte do dia-a-dia. Aliás, tem muito parceiro iON que já tem ou teve equipes de instaladores de TV por assinatura.

2) Comercial – aqui, os riscos e os esforços passam a ser maiores, porque o novo operador tem de aprender quais são os principais argumentos que podem convencer uma pessoa a assinar um serviço de TV paga e, ato contínuo, vai precisar aprender o que ele precisa fazer para reter / segurar esse assinante, fiel mesmo diante de promoções e de promessas de novos serviços substitutos ou concorrentes que VÃO aparecer, cedo ou tarde. Aliás, esse é um dos pontos mais evidentes nos quais tanto o operador precisa evoluir quanto a iON TV precisa se preparar para ajudar o operador.

3) Ciclo de Desenvolvimento Orgânico – que é uma palavra “rebuscada” para definir a capacidade de trazer toda a força da experiência que o operador já tem no mercado local e, sobretudo, na dinâmica da prestação de serviços de internet para estabelecer uma sinergia com o produto de TV paga, desenvolvendo novas maneiras de se fazer negócio, inovando em ofertas de produtos, em prestação de serviços, de relacionamento e, quem sabe, de mudanças de paradigmas nesse mercado de TV paga do Brasil. Porque quem estiver preparado para inovar e viver com o NOVO vai ser aquele que vai sobreviver no mercado, que está mudando e mudando muito, porque o consumidor está mudando e exigindo uma TV mais de acordo com suas “medidas” e seus “gostos”, algo diferente do modelo de ofertas padronizadas e, até certo ponto, estáticas da TV paga como conhecemos hoje.

É uma grande oportunidade para quem gosta de trabalhar e tem energia para pensar e ousar fazer diferente. Vou à luta, juntamente com mais um grupo de gente competente e que acredita comigo.

Em tempo: Neste ano, participei de um debate no congresso da ABTA 2014 (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura). Após o Painel, em meio a muita conversa, com parceiros, fornecedores e gente do meio, fui convidado a falar sobre desafios e oportunidades do projeto. A resposta, publicada em vídeo (UOL Mais e Youtube) está disponível aqui também.

Categorias:fazendo, projetos

Uma história sobre olhos, ouvidos… e um coração

junho 5, 2014 3 comentários

No dia 6 de janeiro de 2010, meu primeiro dia à frente da NossaTV, o presidente da empresa me falou o que repetiria em seguida para aqueles que formariam a minha equipe a partir dali: “Laércio é meu olho e meu ouvido na NossaTV. Vai ver, ouvir tudo e vai me contar o que acontece por lá”.

Na verdade, a missão que me foi dada requeria que eu usasse meus olhos, meus ouvidos e minha boca.

Sou um bom funcionário. Por isso, obedeci, fazendo com que ele ficasse sabendo e participasse de tudo durante todo o tempo em que estive à frente da empresa.

Mas achei pouco. Pouco para quem tem, além de olhos, ouvidos e boca, braços, pernas, cabeça e coração. Quem me conhece sabe que eu tenho essa mania de pensar que dá para fazer um pouco mais com o que tenho à minha frente.

Assim, empenhei todo o meu corpo, minha mente, minha energia e minha paixão na missão que dei a mim mesmo – de fazer com que aquilo que era bom ficasse ainda melhor, mais forte e mais preparado para o futuro.

Corri, gritei, chorei, gargalhei, sonhei, trabalhei. Muito. Me entreguei. Muito.

  • Usei meus olhos para perceber o que era bom, o que não era tão bom, o que não podia mais ficar do jeito que estava, o que estava por vir;
  • Com meus ouvidos, recebi e aprendi – algumas vezes, com mais facilidade, outras, com “uma certa resistência” (se é que você me conhece e me entende);
  • Com a minha boca, falei, incentivei, repreendi, fui justo, fui injusto, fui leal e fui honesto;
  • Meus pés subiram, desceram, correram e, em alguns momentos, ficaram firmes no chão, como bloqueio para que algumas portas permanecessem abertas e pudéssemos seguir adiante;
  • Meus braços tiraram algumas coisas da frente, gesticularam, explicaram, confundiram, sustentaram;
  • Minha cabeça trabalhou um bocado – imaginando cenários, desenvolvendo argumentos, avaliando acertos, erros, pensando o futuro;
  • Meu coração bateu forte e apanhou um pouquinho também.

Olho para trás e percebo que isso não é outra coisa se não a vida – aquilo que eu faço com o tempo que tenho entre o dia em que nasci e o dia em que vou morrer.

E quando penso na minha vida e no meu coração, vem-me à memória a recomendação do autor do livro dos Provérbios:

“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração,

porque dele procedem as fontes da vida.”

Provérbios 4:23

 

Na NossaTV, junto com aqueles que, diariamente, batalharam ao meu lado, eu vivi intensamente e compartilhei meu coração. Digo sem medo que valeu muito a pena.

Hoje, vivo minha vida em outro lugar (estou na iON TV), ao lado de outros companheiros de caminhada e de luta. Mas, para o bem e para o mal, um pedaço da minha vida e um pedaço do meu coração ficaram ali, na Estrada dos Bandeirantes, 1000 – Taquara – Rio de Janeiro / RJ.

Meus queridos da NossaTV, cuidem bem do pedaço do meu coração que deixei aí. Conto com vocês.

 

Com muito carinho e muita gratidão,

Laércio

Coaching & Mentoring – Encontro do Conexão Na Onda

setembro 25, 2012 Deixe um comentário

Acaba de acontecer mais um encontro do Conexão Na Onda.

Foi um tempo bem legal e produtivo, com a participação mais que especial do amigo Celso Pegorim, que falou sobre Coaching & Mentoring. Hoje, tivemos a contribuição de perguntas enviadas pela internet, o que deu um sabor especial à conversa.

Você não pode deixar de assistir!

Próximo encontro Na Onda – Coaching & Mentoring

setembro 22, 2012 Deixe um comentário

A repercussão do primeiro encontro Na Onda foi muito boa! Tem, realmente, muita gente interessada em falar sobre carreira e desenvolvimento pessoal.

Há, ainda, muito para conversarmos.

Para a próxima terça-feira, 25 de setembro, teremos um convidado bem especial, sobre um tema igualmente interessante e relavante: o Celso Pegorim, que vai falar conosco sobre Mentoring & Coaching.

Você pode participar ao vivo conosco (*) ou, simplesmente, deixar sua pergunta para o nosso convidado.

Até o lá!

Conexão Na Onda!!!

setembro 18, 2012 11 comentários

Dia desses, conversando com a Mirele, que tem bem menos tempo de carreira do que eu, notei que, não importa o quão experiente seja (ou deixe de ser), nos dias de hoje, o profissional anda cada vez  mais preocupado com seu futuro.

Dúvidas sobre oportunidades que aparecem, sinais de que talvez seja a hora de mudar, dicas para uma boa performance no trabalho, armadilhas da selva corporativa…

Imediatamente, lembrei-me dos bons tempos de Ikwa e de minha amiga Andréa Moras, que, entre um monte de outras coisas, anda fazendo um trabalho muito legal no Centro de Carreiras da Associação de Ex-Alunos da FGV São Paulo.

Entre um papo e outro, achamos que há espaço para discutirmos e falarmos sobre nossas expectativas e ansiedades profissionais em um ambiente online, e que outras pessoas podiam se beneficiar dessa discussão.

Assim, nasceu o Conexão Na Onda, uma série de encontros profissionais online (GooglePlus Hangout!), durante os quais nós podemos falar sobre desenvolvimento de carreira e desenvolvimento pessoal. O primeiro episódio (ainda com alguns sons externos atrapalhando a qualidade final do audio) é esse aqui, abaixo.

Quem quiser, está convidado para participar dos próximos encontros, ao vivo ou enviando suas perguntas.

De nossa parte, gostamos bastante da primeira experiência. Espero que você goste também e vá entrando, que a casa é sua! 😉

#FicaDica – Sobre GooglePlus Hangout

setembro 14, 2012 5 comentários

Sou “novidadeiro”, isso muita gente sabe.

E, qual criança quando ganha um martelo (que logo passa a achar que tudo é prego), quando vejo uma novidade que julgo interessante, saio falando para todo mundo, tentando encaixá-la em alguma aplicação no cotidiano de quem comigo interage.

É o caso deste post, sobre o GooglePlus Hangout!

Em poucas palavras, o GooglePlus Hangout é uma ferramenta para video conferências… mas, na minha opinião, é muito mais do que isso. Já ouvi de muita gente que, melhor do que ficar falando, é sair usando para descobrir o potencial da ferramenta. Porque, além da capacidade de fazer uma conversa em vídeo com muita gente simultaneamente, foram adicionadas funcionalidades de compartilhamento de vídeo (para que todos os participantes assistam e interajam em uma sessão), compartilhamento de tela de um dos participantes e compartilhamento de documentos em tempo real.

Somente essas três características já são suficientes para você pensar em utilizar o GooglePlus Hangout em seu ambiente de trabalho. Recentemente, apresentei a ferramenta para um colega. Duas semanas depois, ele veio me contar, todo empolgado, que usou-a para fazer um processo de transferência de tecnologia de um fornecedor em Londrina com sua equipe aqui no Rio de Janeiro – integrando três participantes da conferência através de compartilhamento de documentos e de telas, acompanhamento de operações e interação imediata com cada uma das tarefas do novo processo. O novo jeito de fazer as coisas facilitou extremamente um trabalho que, usualmente, demandaria deslocamentos de equipes para um encontro presencial.

Para quem trabalha em grandes empresas, essa é a alternativa (free!) para o velho e bom Webex.

E ainda nem falei do Hangout OnAir… mas esse merece um post só pra ele. Quem sabe, em breve.

Então, sem mais delongas, convido-o a assistir o vídeo-demonstração abaixo. Acho que, brevemente, você pode encontrar uma situação na qual essa “novidade” vai ajudá-lo muito!

Enfim, assista, use… e, se gostar, compartilhe!

Let’s Hangout!

Categorias:fazendo