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#FaleiPorqueTenhoBoca no Pleito 2014


Não gosto de falar sobre política eleitoral.

Primeiro, porque pouco consigo articular, segundo porque muito me aborreço.

Mas vou me arriscar. Até porque, no fundo, acho que pouco tem a ver com o pleito deste ano em si. E, por fim, não resisto mesmo.

Pois uma coisa me intriga e outra me incomoda.

Intriga-me um pouco ver candidatos (em todos os níveis, para todos os cargos) buscando “o voto dos evangélicos” (ou “o voto dos cristãos”, para ser um pouco mais ecumênico), adequando seu discurso a essa ou àquela liderança e às suas bandeiras e agendas.

Intriga-me, mas entendo que é parte do jogo. Seria inocência e negação do processo democrático querer que aqueles que pretendem-se representantes do povo não considerem em suas plataformas políticas setores influentes da sociedade (minorias e/ou maiorias, diga-se de passagem) e seus interesses.

Por outro lado, incomoda-me ver o frisson de alguns “religiosos” (precisa ser entre aspas), percebendo-se ou achando-se “a última coca-cola do deserto”, como que dizendo que “agora, esse país vai ser de Deus” porque esse ou aquele candidato alinha-se com seu discurso.

Isso me incomoda. Por duas coisas.

Primeiro, porque, pelo menos do que eu conheço do que Deus reservou aos seus neste mundo, popularidade, sucesso, influência, liderança política e otras-cositas-mas não estavam garantidos no cardápio. Aliás, o capítulo 11 do livro aos Hebreus relata muitos dos chamados “heróis da fé” que…

“… foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (Dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra. E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa, provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados.” Hebreus 11:35-40

Segundo, porque entendo que a oportunidade para “… esse país ser de Deus” (ou qualquer outra bravata religiosa) não está necessariamente na urna; está ao meu lado, todo dia, no meu trabalho, na minha escola, na minha família, onde eu tenho o dever diário de encarnar o caráter de Deus através de minhas atitudes e comportamentos, fazendo como o Mestre fez, enfrentando o preconceito, a intolerância, a desigualdade, a injustiça, mostrando uma fé operosa e um amor abnegado, frutos da firme esperança em Cristo Jesus (como escreveu Paulo em sua primeira carta aos Tessalonicenses) e que, sim, tem o poder de mudar o país e o mundo.

Foi assim que os primeiros cristãos espalhavam aquilo que ficou conhecido como sendo a Boa Nova trazida ao mundo por Jesus de Nazaré.

Eu, como cristão, não posso me contentar com menos de mim mesmo.

Espero que o amigo me compreenda. Não pretendi ofender ninguém. Só #FaleiPorqueTenhoBoca.

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Categorias:pensando
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