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As lições do velho Planicka


Era uma vez um sábado de manhã, no Clube de Campo Santa Rita, em São José dos Campos.

Como de costume, meu pai me levava para a escolinha de futebol. Naquele dia, resolveu acompanhar o treino e ficou assistindo os exercícios e também o coletivo. Na verdade, não era um coletivo. Era uma pelada, um “rachão”, onde tínhamos oportunidade de aplicar nossos “talentos” em um jogo completo.

Ao final, permaneci no gramado, brincando com a bola. Meu pai, então, desceu as arquibancadas, caminhou em minha direção, e me disse com voz baixa: “passe”.

“Não entendi”, foi a minha resposta.

Ele continuou: “Quando a bola cair no seu pé, levanta a cabeça, procura o companheiro mais livre e passa para ele. Quem sabe fazer isso, sempre tem lugar no time.”. Dito isso, colocou a bola debaixo do braço, afastou-se uns 30 metros, virou-se para o meu lado, olhou para mim e, com uma naturalidade irritante, bateu na bola, que viajou macia até morrer incrivelmente no meu pé.

Andou de volta até onde eu estava e finalizou: “Praticando, você consegue. Faz isso, que vai valer a pena. Pode acreditar.”.

Nas semanas seguintes, pratiquei bastante e fui recompensado: Apesar de nunca ter me tornado mais do que um jogador mediano (afinal, talento é, sim, essencial), raríssimas vezes fiquei sem lugar no time.

Foi dessa maneira que meu pai, o Velho Brenno, me fez aprender muitas lições: poucas palavras, precisão, sensibilidade e exemplo.

Pois é… Em 25 de novembro de 2011, meu pai descansou depois de um longo sofrimento.

É uma coisa estranha: um misto de frustração e alento. Porque, lá no fundo, meu coração nutria a ilusão de que meu pai não morreria jamais – afinal, super-heróis não devem morrer. Por outro lado, a revelação da sua natureza mortal significa que eu, igualmente, posso ser como ele um dia.

O Velho Planicka (*) se foi. Não vou mais ter quem “me mostre como se deve fazer um passe de 30 metros”. Também não vou ter mais seu apoio e orientação, como tive em muitas ocasiões, em várias áreas da minha vida. Mas a sua voz continua mansa falando em meu ouvido e seu exemplo continua falando forte em meu coração.

A canção a seguir (“The Best of Times”, Dream Theater) é um tributo de Mike Portnoy ao seu pai, Howard Portnoy, falecido em 13 de janeiro de 2009. De certa forma, expressa um pouco do que se passa comigo.

Pai… um dia, nos encontramos no céu, para batermos aquela bolinha.

(*) Até publicar este texto, eu desconhecia o motivo pelo qual amigos de meu pai o chamavam de Planicka (alusão ao goleiro da seleção Checa, que jogou contra o Brasil na copa de 1938. Conta a história de que, mesmo seriamente machucado (provavelmente, uma clavícula deslocada), Planicka permaneceu em campo até o fim do jogo). Informou-me @lemoura70 que seu pai, Otoniel (na foto, primeiro em pé, da esquerda para a direita) conta que, diz a lenda, certa vez, o Velho Brenno (embora fosse atacante) teria jogado na posição de goleiro e “fechado o gol”…

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  1. ecarlao
    dezembro 28, 2011 às 6:30 pm

    Embora triste, é uma bela homenagem. Deus continue abençoando e confortando os corações de todos!!!
    Grande abraço

    • lcribeiro
      dezembro 28, 2011 às 8:19 pm

      Valeu, Carlão. Amigos carinhosos são presente de Deus nessas horas!

  2. Aline
    dezembro 28, 2011 às 6:44 pm

    Emocionante, tb tenho recordações do meu pai e o santo futebol no Clube de Campo Santa Rita. Acho q eles tio e sobrinho estão batendo uma bolinha…certeza.

    • lcribeiro
      dezembro 28, 2011 às 8:20 pm

      Hahaha! Certamente, Aline!

  3. Celso Ribeiro
    dezembro 29, 2011 às 10:33 am

    Quem teve o prazer de bater uma bola com meu pai, como nós os filhos, sabe do que o Lau tá falando… Creio que todos os filhos (Paulo, Teco, Lau e eu) aprendemos de futebol com a sabedoria e categoria do velho Planicka – por diferentes que sejam os níveis de habilidade de cada um de nos individualmente, e olha que nenhum de nós saiu tão mal hein…
    Certeza que, além de nós quatro, muito mais gente, se não aprendeu com ele, o aplaudiu.
    Em muitas coisas o Velho Brenno demonstrou seu amor por nós: Como o Lau disse, nas poucas palavras, na precisão, na sensibilidade e no exemplo.E sem dúvida no futebol não foi diferente.
    Tive o prazer de ter meu pai sentado no banco do time do Panelão da Tecelagem, onde jogávamos o Teco e eu, e se podia ver a paixão pela bola. Nos intervalos, nos dava conselhos, conversava conosco, como que se quisesse nos dar a receita mágica do sucesso, mesmo quando ganhávamos de cinco! Seguro que sabia fazer uma boa crítica quando era necessário, mas também podíamos ver o deleite em seus olhos quando jogávamos bem. E gostoso era ver o respeito dos jogadores que estavam no banco e do nosso técnico Jorjão por nosso pai. Respeito por sua serenidad, suas piadas, seus comentarios… por seu futebol! Isso fazia com que eu quisesse dar ainda mais do meu melhor no campo e, creio que o Teco diria o mesmo.
    Além dio mais, tinha mesmo uma facilidade com a bola que, como costumamos dizer no meio futebolístico, era porque tinha “intimidade” com ela. Não a chamava de “Vossa Excelencia”, “Vossa Majestade”, ou outra coisa do tipo. Ele a chamava de “voce”…

    Bom, creio que já falei muito.

    Lau, estar aqui na Espanha dificulta um pouco as coisas mas não nos faz menos unidos. Espero podermos nos encontrar pra bater uma bola, antes daquele inesquecível “racha eterno” no céu com o pai e o “Pito” (Emerson pra quem não sabe).
    Que partida vai ser essa hein!!!

    Abraço do mano caçula

    Celso

  4. dezembro 29, 2011 às 2:14 pm

    É, Lau, não mudo uma letra. “Seo” Brenno, se foi, e, nós aqui, ficamos sem êle, sem falar do Sampa, e, assistir, jogos em casa dêle.
    Uma vez, um “racha”, num encontro de famílias (dos Costa), lá na Ecola
    da Tecelagem Parahyba, lembra ? O pai, eu, Teco, vc, Celsão e um
    ex-primo. Tá certo, que no finalzinho, êles (outros Primos), empataram.
    Terminado o racha, êles falavam, isso, e ouvi, perfeitamente -: “Se for
    pra brincar de racha, eu não jogo mais, com êsse time (nós), sendo para o “Seo” Brenno, e Cia., não. Não se houve mais jogos alí. Vi, meu pai,
    jogar bola, e, falava muito. Fica em seu Registro, um pequeno Registro
    do Planicka, ou, Planica.
    Abraço,
    Paulo

  5. Alex Araujo
    dezembro 29, 2011 às 3:53 pm

    Que gostoso ouvir o testemunho de vocês com relação ao Brenno. Eu só tenho boas memorias dele. Abraços, queridos primos.

    Alexandre Araujo

  6. Vera Costa
    dezembro 29, 2011 às 5:48 pm

    Laércio, as minhas lembranças do Breno, também incluem o campo do Santa Rita, mais as da General Motors.
    Na firma, competente, sempre profisssional e educado com os funcionários. Vimos até o final o companheirismo deles.
    No campo não me lembro de tê-lo visto brigando com algum dos jogadores.
    Tenham um Feliz Ano Novo.
    bjs Vera Lúcia

  7. Heloisa
    dezembro 30, 2011 às 1:25 pm

    Bem…esqueceram de mim 2!…rs Eu, falar do pai…o Lau resumiu em poucas palavras o tudo que ele era, além de habilidade, intimidade, com a bola, com seus subordinados e colegas de trabalho, em casa, na vida… ele era de uma humildade impressionante, nunca passava das medidas, suas palavras eram certas e poucas e ou era piada ou era coisa pra se pensar. Na GM, como a Vera disse…vimos até o fim…a lealdade e a admiração dos seus amigos, colegas, seus pupilos ali sentadinhos no banco da igreja…muito lindo e sempre que saia um chegava outro e…eu fiquei encantada com eles que pedi até por Bide tirar uma foto, estranho, neh…mas estava muito lindo.
    Eu me lembro que meu pai me levava na garupa da bicicleta todo final de semana, dia de treino, jogo para o campo do Rhodia (Rhodosa na época). Eu tinha uns 4 a 5 anos e ele me colocava em cima da mesa da cozinha…calçava a minha meia e meu sapatinho preto “pao doce” (verniz preto…rsss…tipo boneca), fechava meu vestidinho que tinha um botaozinho nas costas…e, lá íamos nós. Eu tenho nítida lembrança de muitos dias assim…ele me deixava na arquibancada e ia pros vestiários. Depois do jogo voltávamos. Era mágico e como o Lau disse, ele era o meu herói…e, heróis não morrem, nao eh?…eu tinha tanto medo desse dia…porque, eu perderia a pessoa com quem eu mais convivi durante a minha vida, que me lembro quando pequena, ele me colocava no colo e começava a cantar músicas de carnaval e eu dizia…essa nao pode. Ah!…entao essa outra aqui pode?…nao tambem …e essa? aih ele começava a cantar “todo domingo, havia banda, no coreto do jardim…e ja de longe, a gente ouvia a tuba do Serafiimmm…porém um dia, entrou um gato na tuba do Serafim…e o resultado dessa melódia foi que a tuba tocava assim…tumtumtu miau, tumtururumtumtum…tumtumtummiau…tumtururumtumtum!…” eu nem imaginava que era de carnaval e ele se divertia me enrolando com essas e outras, com seu senso de humor imbatível…ele era muito lindo…muito sereno e muito corretamente correto…rs. Ria dele mesmo, das trapalhadas que ele fazia…e ele contava as trapalhadas rindo muito…rsss…um dia eu perguntei, pai o senhor ta triste? nao filha…to cansado…como assim?…cansado…tem certeza que nao está triste?…ele me disse entao: eu nunca fiquei triste, eu nao sei o que é tristeza filha…eu sempre fui feliz, nao tenho motivo nenhum para ficar triste, nunca tive. Eu nao sei o que é tristeza….!?
    Ele tinha uma mania de chamar a atenção da gente apenas com um assobio…ou avisar que tava chegando…com um pequeno assobio. Alguém conhece alguém assim?…Pois é…o Lau éh tal e qual…rsss eu acho lindo isso…eh o pai escrito!…tem o mesmo jeito de conversar, de esclarecer as coisas…com voz mansa e tranquila…meu pai gostava de desenhar e um dia ele resolveu fazer um curso de desenho e pintura com a tia Nilza, depois que ele se aposentou. Aih eu fui também…a tia nos deu o mesmo dezenho, um dia eu vou colocar esse desenho pra voces verem. Ela colocou uma garrafa em cima de tres livros e disse, finjam que nao estao vendo os livros….soh pra aparecer mais o vidro e dar uma sensação que o vidro estava mais no fundo da mesa. Meu pai é claro, estava certo…rsss, como podia o vidro estar mais fundo e aparecer quase inteiro?… e pintou os 3 livrinhos debaixo do vidro. A diferença entre o meu quadro e o dele sao exatamente os 3 livros….Ah seu Brenno…saudade…!
    To falando muito eu sei mas a última bola que vi meu pai chutar a gol foi na casa do Lau, na inauguração da casa…no campinho. Ali o Dr. Fred leu a Biblia, fizemos um culto e agradecemos aquele lugar tao gostoso e a conquista, neh lau…lembra? E…entao os filhos e netos foram pro campo ao lado da piscina…e o pai ficou olhando…com uma vontade que dava gosto de ver…até que nao aguentou e foi jogar…pq ele achava que tava muito fraco, caia muito, as pernas estavam meio bambas porque acho que estava emocionado. Pois acreditem se quizer…ele fez um gol de letraaaaaaaaa!!! hahahaha…!!! Foi SENSASIONAL!
    Meu paizinho lindo, eu sei que o lau nao curte muito as músiquinhas que eu canto pro senhor mas, quando estivermos todos juntos, depois do jogo, que o senhor estiver descansando…eu vou cantar, tapem os ouvidos voces outros, porque eu vou cantar….rsss.
    No hospital eu dizia…pai, abre os olhos senao eu vou cantar ìndia, abrae os olhos!…rsss e o moço do lado, o Ataide dizia…Ai seu Brenno …pelo amor de Deus!!! abre logo os zoio porque ela vai começar a cantar, por favor…nao deixa…rssss…
    Gentem hoje eu ja chorei muito de saudades do pai…mas foi bom demais ler tudo isso e escrever tudo isso mais aqui…nao sei quem vai ter a paciência de ler….mas tava precisando repartir…obrigada…

    • Irma
      dezembro 27, 2013 às 4:07 pm

      Helo, que palavras lindas, aliás esta página com todos estes depoimentos está incrível. Viajei c/vcs. muito emocionante. Queria ter o dom de vcs p/escrever. Li tudinho, maravilhoso. Bjs.

  8. janeiro 2, 2012 às 10:14 am

    Grande sensibilidade, grande aprendizado. Seu pai continua eternamente dentro de você , Est é seu melhor presente. bjs.
    Christina.

    • lcribeiro
      janeiro 2, 2012 às 10:25 am

      É fato, Christina. Carrego-o comigo, sempre.
      Obrigado pelo comentário!

  9. A Gerson
    janeiro 3, 2012 às 7:48 am

    Caros meninos filhos do Planika, o nosso Breno.
    Quase não queria falar nada pra não distrair ninguém da bela msg do Lau; registro que mesmo eu, iniciando “grossamente” o futebol, recebi otimas dikas do Planika, que víamos como profissional do Rhodia… Saudades !

    • lcribeiro
      janeiro 3, 2012 às 8:31 am

      Muito obrigado pelo comentário e pelo carinho, Gerson!

  10. Breno Filho (vulgo, ou familiarmente conhecido como Teco)
    fevereiro 20, 2012 às 2:53 am

    Lau, é impressionante como e o que escreve!!!!!!
    Não tenho o menor jeito pra isso. Sou péssimo nisso, mas hoje resolvi, e creia que com muita dificuldade, vou tentar colocar algumas coisas, que na verdade só complementam tudo o que com muita propriedade e facilidade já postou.
    Como o Gerson falou, pouco mas também com muita propriedade, não podemos nos distrair da sua bela mensagem, Lau.
    Mas, se me permite, já que o Paulo falou até que pouco, o Celso um pouco mais, e a Heloisa bastante (hehe), quero aqui somente contar um pouco da forma que vejo como ele era, e um pouco (do bastante) do que vivi e aprendi com ele.
    Acho que vai ficar maior do que a mensagem da Heloisa. Os irmãos podem falar mais né??
    Então “vô mandá” !!!!
    Os filhos são suspeitos pra falarem dos pais, assim como os pais são suspeitos pra falarem dos filhos (hehehe). Mas Gerson, Vera, Alexandre, que o conheceram bem, creio que podem confirmar duas qualidades que entendendo serem as mais marcantes do meu, pequeno de tamanho, mas GRANDE PAI. Além de ser um craque no futebol (tive a feliz oportunidade ainda quando adolescente, de jogar algumas partidas com ele no time da Mocidade, e ele me dava aulas), o que passei a prestar mais atenção, principalmente nos últimos 15 anos de minha vida, ou seja, depois que imagino ter amadurecido (tardiamente rrss), foi com relação à sua humildade e “simplicidade”. Ele era bastante duro com “qualquer” pessoa que o tirasse do sério com alguma injustiça ou atitude incorreta, dando “severas broncas”, mas jamais teve aquele ar de superioridade, porque na verdade o que ele queria era ensinar, tanto da vida, quanto do futebol, porque a vida já o tinha judiado bastante, e no futebol, os zagueiros já o tinham batido bastante, diante de suas, agilidade e habilidade.
    Com relação à humildade e simplicidade, creio que posso falar com bastante tristeza e propriedade, pois de muitas “broncas-conselho com categoria” que dele ouvi, mesmo eu não acatando 10%, jamais ouvi palavras que merecia ouvir (só hoje enxergo), e pior , o fiz ouvir coisas que ele não merecia, e ainda pior, jamais retrucou, quando via tamanha petulância e insensatez minha. Não que não tivesse autoridade, mas porque ele sabia que eu iria então ter que aprender com a vida, já que não o queria ouvir. Quanta sabedoria existente ali, pois conforme Tiago, a língua destrói. E ele sabia disso. Não queria destruir o nosso relacionamento. Segurou muito, para não nos desentendermos. Sabia que um dia, como hoje, eu o colocaria apenas abaixo do NOSSO DEUS.
    Ainda bem que Deus meu proporcionou tempo de reconhecer tudo isso, e nos últimos anos de sua vida pudemos ter uma convivência harmoniosa, alegre, e proveitosa, posso dizer. Como a Vera comentou, tanto no campo de futebol como na profissão, jamais viu ou soube de atitudes que pudessem manchar a imagem de pessoa correta, sensata e humilde.
    Infelizmente Vera, não posso dizer o mesmo a meu respeito num campo de futebol (hehe), pois tanto na habilidade de jogar como no comportamento, não adiantou muito ele querer me ensinar, porque as duas coisas são da natureza de cada pessoa. Me orgulho de ouvir do Antonio Gerson, meu ídolo no futebol,quanto à qualidade técnica do Planika, e ouvir da Vera e Alexandre quanto ao comportamento.
    A saudade é grande, mas a alegria é imensa quando tenho a certeza que ele realmente foi o que eu penso ter sido, ouvindo pessoas que o conheceram.
    É a feliz lembrança que tenho desse HOMEM que venceu lutando, LEAL E SERENAMENTE, contra muita gente (não que ele tenha me contado, só imagino) e contra as terríveis situações que a vida lhe impôs (que sabíamos só porque as pessoas que conheciam sua história desde pequeno nos contavam, porque ele próprio nunca falou), sem reclamar uma vez sequer, sem exagero algum, pra qualquer um de nós, esposa, filhos e netos (todos com certeza confirmam o que falo).
    Talvez quando criança, enxerguemos nosso pai como um herói de revista em quadrinhos. Aquele que nos livra do perigo, socorrendo na hora certa, nos deixando alegres com brincadeiras saudáveis, pegando no colo, fazendo dormir e coisas assim. Diante da ingenuidade da criança, esses momentos passam como se a vida fosse um sonho, sem entender o que realmente se passa na cabeça daquele pai. Ante o perigo o herói sempre ali está, livrando, e nos momentos alegres, ele até se parece com o PALHAÇO DO CIRCO, se assim posso dizer, de tanta alegria que ele nos passa, fazendo-nos rir e divertir bastante.
    Hoje vejo que na realidade ele é o MEU VERDADEIRO HERÓI (e não o da revista), e também era O HOMEM MAIS FELIZ por eu ter vindo a este mundo (e não o PALHAÇO DO CIRCO).Sei ainda que eu poderia estar melhor se tivesse prestado mais atenção nos seus conselhos e seguido mais os seus exemplos de vida, quando passei da infância para a adolescência e dali para a juventude.
    Mesmo assim, aos “trancos e barrancos”, se cheguei até aqui, primeiro porque assim foi da vontade de Deus, e em segundo lugar, porque depois de uma certa idade, resolvi prestar um pouco mais de atenção (atrasado) em mais 80% no que o VELHO BRENNO OU PLANIKA, com muita sabedoria e paciência me passou. O restante, 10%, não deu e não vai dar pra assimilar e praticar (hehe). É impossível !!!!

    • Paulo Roberto
      fevereiro 20, 2012 às 8:34 am

      Teco, li seu comentário, e, assino embaixo.

      PAULO

  11. Eliezer
    dezembro 27, 2013 às 5:25 pm

    Meninos, meninos, eu também aprendi muita coisa com o Brenno, meu cunhado.
    (Menos futebol, naturalmente, pois nunca joguei nada de bola que prestasse);
    Mas, por exemplo, aprendi inglês, contabilidade, automóvel, e muita cultura geral… o Brenno sabia tudo!
    Mas, já ao fim da vida, descobri que o Brenno sabia de cor todas as letras e músicas de Orlando Silva, o Cantor da Multidões!!! Admirável!
    Com o cunhado Benjamim, aprendi dirigir automóvel, naquele Ford bigode que ele tinha.
    Com o cunhado Ari, aprendi muito de eletricidade e eletrônica, o que me motivou a cursar engenharia eletrônica no ITA…
    Ele fazia um curso por correspondência Monitor, depois Universal, mas quem lia tudo era eu mesmo…

  1. fevereiro 19, 2012 às 11:22 am

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