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Roberto – obreiro aprovado


Roberto, Ania, Deoclice (arquivo pessoal)

Roberto, Ania, Deoclice (arquivo pessoal)

Há pouco mais de um ano, escrevi sobre meu amigo Roberto. Relatei que, além da alegria que ele demonstrava por ter recebido uma segunda chance de vida, percebi também um senso de urgência impressionante com seus planos e sonhos.

Dali em diante, ele correu, avançou e fez o que Deus permitiu que fizesse. Até ontem, quando o Senhor o chamou para junto de Si.

Sobre o amigo carinhoso, mais chegado que irmão, irmão mais chegado que amigo, confidente e companheiro de lutas, não tenho condições de falar (e não sei se terei algum dia). Falta-me um pedaço que, Deus sabe, terei de aprender a viver sem.

Entretanto, em nossa caminhada, tive o privilégio de ser objeto de seu cuidado pastoral. Também presenciei seu ministério na vida de muitas pessoas – gente de todas as idades. Quando penso no Pastor Roberto, lembro-me da segunda carta de Paulo a Timóteo:

Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. (II Timóteo 2:15)

Se a Bíblia é “como espada afiada, que penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas” (Hebreus 4:12), há que se ter cuidado no seu manuseio. E Roberto manejou como poucos a palavra da verdade, usando-a com:

  • Habilidade – Estudioso dedicado e determinado, sabia muito bem que o ministério pastoral tem de ser bíblico (como diz sempre nosso Pr. João). Sempre tinha um texto memorizado para usar com a precisão que o momento exigia.
  • Sabedoria – Não há nada pior do que falar a coisa certa da maneira e na hora errada (eu sei bem disso). Sua capacidade de aplicar a palavra com a força e a intensidade apropriadas, foi instrumento para que o Espírito Santo pudessse agir, restaurando corações e transformando atitudes.
  • Paixão – Quem aplica a palavra, deve fazê-lo com grande paixão pela alma daquele que precisa recebê-la. Roberto sabia bem que Deus odeia o pecado, mas ama  apaixonadamente o pecador – e trazia consigo esse fogo ardendo no coração.
  • Amor – Entregar a palavra como quem dá parte de si mesmo, falando do que vive na prática e sem esperar nada em troca, é marca daquele que sabe o instrumento que tem nas mãos – e isso meu amigo sempre fez de forma natural e consistente.

Enfim, ele teve a capacidade de falar comigo e amolecer o meu coração de um jeito que me dá a certeza de que essa foi uma das muitas responsabilidades que Deus colocou em suas mãos. Sei que muitos outros também tiveram a mesma experiência.

Posso dizer que, levado à presença do Senhor, Roberto Márcio é hoje obreiro aprovado com louvor!

Como disse Marcelo Gualberto, Deus o levou porque estava pronto.

A nós, cabe-nos honrar nossa vocação e exercê-la com a mesma dedicação que o fez esse servo fiel, que lutou excelente combate e deixa muitas lições para os guerreiros que aqui continuam.

Que, ao final de nossa batalha, recebamos o mesmo diploma que o Roberto recebeu ontem.

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  1. ecarlao
    novembro 30, 2010 às 7:43 am

    Sensacional o texto.
    Ficamos muito sentidos, de verdade, pois ele sempre foi uma referência pra nós. Não só ele, acho que posso falar em nome de todos da minha idade, que puderam ter você Laércio e o Robertinho como referência em nossa igreja (ICE-SJC), durante um período crítico de nossas vidas que é a adolescência. Vocês sempre foram e continuam sendo referências pra nós. Sempre aprendemos muito com vocês.
    Que Deus continue abençoando você, seu ministério e sua família, e nesse momento esteja consolando e confortando a Annia, Joyce, Thais e todos os familiares.
    Abraços
    Carlão & Cia

    • lcribeiro
      novembro 30, 2010 às 9:46 am

      Obrigado, Carlão.
      Cada vez mais, chega a hora de vocês continuarem o que, nossos pais (e os pais dos pais, e os pais dos pais dos pais, e …) começaram, e nós (com muita trombada) demos sequência.

  2. novembro 30, 2010 às 9:08 am

    Palavras que expressaram nosso sentimento.
    O Pastor da minha mocidade.O Lau, gestor. Como eu (e o Isaac) demos trabalho!
    pra ele.

    Me lembro dos louvores ministrados por ele:

    “os que confiam no Senhor, são como montes de Sião que não se abalam, mas permanecem para sempre”

    Que o Senhor abençoe sua família q que sua história sirva de texto para muitas salvações.

    • lcribeiro
      novembro 30, 2010 às 9:57 am

      Puxa, Aline…
      Estar com vocês sempre nos animou o coração. A vitalidade de vocês nos contagiava.
      Como eu disse, cada vez mais é tempo de vocês assumirem, colocando em prática o que o Tio Rô nos deixou de exemplo.

  3. Aderbal Neto
    novembro 30, 2010 às 3:00 pm

    Poxa, Lau… dizer o que??? Falar o que numa hora dessa?

    É claro que saber que ele está no céu é algo bom, mas e nós que ficamos aqui, com imensa saudade e tristeza? Fica um vazio muito grande e, no meu caso particular, fica uma sensação de débito…

    Acho que eu devia muito pro Robertinho, por tantas e tantas vezes que ele me ajudou, me ouviu, me aconselhou e pelas roubadas que ele me ajudou a sair. Na verdade, devo muito pra você também… Era a minha dupla preferida: Robertinho & Laércio; Laércio & Robertinho….

    Desde a condução do louvor das 19:15, há 15 anos atrás, passando por acampamentos, retiros, programações, clubões, rádio, encontros, reuniões de adolescentes e jovens, etc, etc… O tanto que a gente deve pra vocês, não dá pra mensurar…

    No domingo de manhã eu estive no CENTRE. Pude dar um abraço na Annia e na Thaís e ver pela última vez o Robertinho. Não pude ficar pro culto porque tinha que pegar o avião de volta pra Brasilia. Foi muito triste.

    Bem, gostei muito do seu texto. Falou por todos nós… Eu só queria aproveitar a oportunidade pra ratificar os comentários da Aline e do Carlão e pra dizer que eu reconheço a imensa dívida que tenho com o Robertinho e com você também, Laércio… Vocês foram importantíssimos nas nossas vidas e essa perda, pelo menos pra mim, apenas reforça a responsabilidade que tenho com os valores que vocês nos passaram.

    Um forte e fraterno abraço

    Aderbal Neto

    • lcribeiro
      novembro 30, 2010 às 8:51 pm

      Puxa, Aderbal… Eu é que fico sem ter o que dizer.
      Vocês não devem nada. Estar com vocês nos alimentava o ânimo.
      A recompensa que Deus dá pelo investimento que fizemos nas suas vidas é ver em que vocês se tornaram. E ouvir que, de alguma forma, nós fizemos parte disso, é o que me dá fôlego para ir em frente.
      Forte abraço, meu grande amigo!
      -lau

  4. Rubens Lara
    novembro 30, 2010 às 10:14 pm

    Lau

    Belo texto, falou por todos, tenho certeza disso.

    Deus abençoo minha geração por ter tido o privilégio de compartilhar com vc´s nossa adolescência, se não tive a oportunidade de dizer pro Robertinho, quero que vc saiba que vc´s foram muito relevantes em minha vida.

    Deus abeçoe vc e sua Famila

    Abraço

    Rubinho

    • lcribeiro
      novembro 30, 2010 às 10:24 pm

      Opa, Rubinho.
      Obrigado pelo carinho e pelo incentivo. Você é muito querido nosso.
      No mais… teremos muita coisa para falar ao Roberto quando nos encontrarmos novamente… 😉
      Abração!!!
      -lau

  5. Gabriela
    novembro 30, 2010 às 11:44 pm

    Não deu pra conversar com vcs no Domingo mas também quero dizer que o que mais lembro são dos louvores nos acampamentos (principalmente da casa Kolbe). Como o Luiz Fernando tocava com vcs tive o privilégio de assistir alguns ensaios. Lembro do Robertinho cantando, exortando e até mesmo da entonação da voz mais grave para chamar nossa atenção.
    Oro a Deus para que eu possa ser para minha filhinha essa referência que vcs foram para nós.

    • lcribeiro
      dezembro 1, 2010 às 12:07 pm

      Puxa, Gabriela…
      Temos muitas saudades de vocês!
      Realmente, foi um privilégio para nós que pudemos (além de conviver) trabalhar com o Roberto. Ele tinha um talento diferenciado, e usava bem.
      Como eu disse anteriormente, a recompensa que Deus nos dá pelo investimento na vida de vocês é vê-los hoje comprometidos com os valores e os objetivos do Reino.
      Aliás, você falou a coisa muito certa: o primeiro lugar onde a gente precisa ser referência é na nossa casa.
      Que Deus os ajude e me ajude também!

  6. Lia Fletcher
    dezembro 1, 2010 às 3:24 am

    Sem palavras! Lindo texto, Laercio!

    • lcribeiro
      dezembro 1, 2010 às 12:12 pm

      Obrigado pelo incentivo, Lia.
      O objetivo foi manter vivo na nossa mente que, tal como o Roberto fez, nos esforcemos em sermos hábeis manejadores da palavra da verdade e genuinos proclamadores das virtudes de Jesus – através das nossas vidas.
      Grande abraço!

  7. Paulo R C Ribeiro
    dezembro 26, 2010 às 8:34 am

    Lau,
    não é chorar, com os olhos (embora aconteça), e mim com o Coração. Grande amigo, e, sei do seu carinho com o Robertinho, Ania. Marcas do que se foi. E, creio que somente qqando estivermos lá, co Deus, certamente Robertinho, estará
    nos esperando, não com tristezas, porque, a Alegria, estará mais do que presente.
    Estará e sempre. Tb fiquei “embargado”, aqui.

    Abraço,

    Paulo

  1. novembro 29, 2010 às 11:49 pm
  2. novembro 30, 2010 às 9:45 am
  3. fevereiro 19, 2012 às 11:22 am

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