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A causa de uma vida


 

Boas histórias me chamam à atenção. Boas histórias bem contadas me são irresistíveis.

Pelo Twitter, minha prima @susie_costa me indicou a leitura do último livro do Philip Yancey. Fui até a livraria, determinado a seguir a indicação. Chegando lá, deparei-me com uma bancada de livros a R$ 19,90. Você há de convir que uma oferta de “livros que não custam nem vinte reais” merece atenção.

Já na “orelha” do primeiro exemplar da pilha, li o seguinte:

Do arco que empurra a flecha
quero a força que dispara;
da flecha que penetra o alvo
quero a mira que o acerta.

Do alvo mirado
quero o que se fez desejado;
do desejo que busca o alvo
quero o amor por razão.

Só assim não terei armas,
só assim não farei guerras,
e assim fará sentido
meu passar por essa terra.

Sou o arco, sou a flecha;
sou o todo em metades;
sou as partes que se mesclam
nos propósitos e nas vontades.

Sou o arco por primeiro;
sou a flecha por segundo;
sou a flecha por primeiro;
sou o arco por segundo.

Buscai o melhor de mim
e terás o melhor de mim,
darei o melhor de mim
onde precisar o mundo.

Marina - A vida por uma causa

Naquele momento, vi que Yancey teria de esperar. Quando me dei conta, já estava deixando a livraria, lendo as primeiras páginas de “Marina – a vida por uma causa”, de Marília de Camargo César.

Além de uma rica viagem por um Brasil que, muitas vezes, teimamos em ignorar, a história é cativante e me jogou em um turbilhão de pensamentos e emoções. Fui do riso ao choro, do espanto à contemplação, da indignação à esperança à medida em que devorava as palavras. O texto parece caminhar na mesma dinâmica em que se move sua personagem principal, fazendo com que se tenha a impressão de que é uma narrativa em primeira pessoa – e muito boa de se ler.

A cronologia e o entrelaçamento dos fatos me fazem crer de que a história de vida de cada pessoa aponta para aquilo que só ela tem de fazer nesta terra. As experiências, relacionamentos, provas a que cada indivíduo é submetido todo dia preparam-no para aquela contribuição que só ele pode dar para a história – pequena ou grande que seja. A maneira como reagimos a esse processo de preparação determina quão boa (ou má) vai ser essa marca que vamos deixar. Marina, ao que me parece, não se nega ao treinamento que a vida lhe impõe.

Assim, convido-o a saborear essa leitura. Aproveite para, à medida em que lê, refletir sobre qual é a sua missão específica – a sua causa -, e de que forma você se prepara para lutar por ela. Esteja pronto para descobrir que nem sempre é algo “grandioso” ou que vai ter impacto direto para multidões. Quem sabe, sua missão não é fazer diferença na vida de uma só pessoa, e que está ao seu lado? Seu irmão, sua irmã, seu marido, sua esposa, seu pai, sua mãe, seu filho, sua filha, seu amigo, seu chefe…

Por fim, quero dizer que meu objetivo, recomendando-lhe essa leitura, não é fazer com que você chegue ao final do livro e decida que vai votar em @silva_marina para Presidenta da República. Sequer proponho discutirmos se ela está “pronta” ou não (o livro trata dessa questão também). Mesmo porquê, sinceramente, não acredito que o fato de, eventualmente, não ser eleita vai fazê-la desistir de suas intenções. Ela vai dar o seu jeito, assim como fazem sempre as pessoas que sonham com força.

Afinal, pelo que pude ver, a “Macaca” não desiste facilmente. É moça, ao mesmo tempo, dura e terna… e leva a vida por uma causa.

Meus irmãos, sintam-se felizes quando passarem por todo tipo de aflições. Pois vocês sabem que, quando a sua fé vence essas provações, ela produz perseverança. Que essa perseverança seja perfeita a fim de que vocês sejam maduros e corretos, não falhando em nada! (Tiago 1:2-4)

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  1. Beto
    setembro 13, 2010 às 11:05 am

    Olá Lau,

    mas afinal, o livro te levou a considerar votar nela?

    grande abraço,

    Beto.

  2. lcribeiro
    setembro 13, 2010 às 11:14 am

    Beto,

    Este post não quer dizer que vou votar nela. Eu estou procurando evitar esse assunto, porque entendo que, a essa altura, não se produz mais nada de concreto em termos do debate político. Mas isso é uma opinião muito particular e íntima que eu tenho.

    Eu quis registrar minha experiência de leitura dos fatos da vida da Marina porque me impressionou a capacidade que ela tem de capitalizar as experiências, os sucessos, os fracassos, as decepões, tornando-se uma pessoa mais forte, mais justa e habilitada para o que vem pela frente (o episódio narrado no livro sobre o encontro com o Diogo Mainardi é sintomático).

    Essa, por exemplo, é uma características de um líder que eu gostaria de ter à minha frente.

    Procurei não responder à sua pergunta; somente dar uma pista.

    Abração!

    -lau

  1. setembro 28, 2010 às 12:59 pm

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