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A palavra


Janeiro de 1970, férias de verão. Meu pai, o “véio” Brenno, chega em casa com um livro na mão e me dá. Não estava embrulhado. Nem sequer uma fitinha para enfeitar o acabamento em brochura. Era o Reinações de Narizinho. Também não me lembro de ter ouvido uma frase sequer, recomendando a leitura ou fazendo qualquer observação sobre a história ou o autor. Ele só me deu. Por instinto, abri e comecei a ler.

Minha primeira experiência com a leitura foi assim: direta, crua e sem enfeites. Também foi um tanto custosa no começo, porque eu ainda não lia com muita fluência. Então, demorei um bocado para dar cabo daquele monte de folhas.

Mas foi inesquecível. Os mundos fantásticos que Monteiro Lobato descrevia em seus livros e todos aqueles cenários foram forrando a minha imaginação de criança. Fiquei apaixonado pela leitura, pelo universo que se desenha na minha mente quando leio e pela diversão, informação, conhecimento e meditação que alguns textos me proporcionam.

Não parei mais. Leio quase tudo que me vem à mão – desde a clássica série do Sítio do Picapau Amarelo até bula de remédio e embalagem de xampu (passando por gibis, blogs, artigos, reportagens, Capitães da Areia, A Revolução dos Bichos,  e mais um monte de coisa). É claro que há leituras prazerosas, outras um pouco mais doloridas e complicadas e algumas que, pensando bem, são dispensáveis. A reflexão e o julgamento completam o jogo e a magia da leitura.

O que mais me fascina em um livro ou um texto é quando alguém consegue, através das palavras, invadir o nosso íntimo e descrever o que se passa na nossa alma. Mário Quintana disse:

Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente… e não a gente a ele.

Da mesma forma, o autor da carta aos Hebreus descreveu com exatidão o que as palavras mais importantes que já li fazem com o nosso coração. Ele disse:

Pois a palavra de Deus é viva e poderosa e corta mais do que qualquer espada afiada dos dois lados. Ela vai até o lugar mais fundo da alma e do espírito, vai até o íntimo das pessoas e julga os desejos e pensamentos do coração delas. (Bíblia NTLH, Hebreus 4:12).

É isso! A palavra dita com sensibilidade, inspiração e precisão, é preciosa. Viva a palavra!

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Categorias:lendo
  1. Alex
    julho 3, 2010 às 4:04 pm

    Laercio,

    Tambem sou ávido leitor, e concordo plenamente com você. Que benção poder ler assim.

    Abraços

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