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Mudanças – as coisas que deixamos, as coisas que levamos


Sexta-feira passada, 25 de junho de 2010, 14:00 h – A equipe da empresa de mudanças começa a carregar o caminhão com as nossas coisas. Destino: Rio de Janeiro.

O nó na garganta foi inevitável. Afinal, quando começamos a construir a nossa casa, por alguma razão inexplicável (talvez fosse mais fruto de uma grande vontade mesmo), eu tinha a sensação de que nunca mais sairia dali. Desde então, investi ali muito do meu tempo, dinheiro, atenção, cuidado.

Mas a vida não é assim, já sei. Quis Deus que eu e minha família fossemos sonhar outros sonhos, conquistar outras terras – e isso é motivo de gratidão.

Durante os primeiros momentos, observando o vai e vem de caixas e móveis, veio-me à mente: Da casa antiga, levo as alegrias; ali, deixo as tristezas.

A frase até que é boa, e poderia fazer parte de algum livro de auto-ajuda. Pena que não é verdadeira.

Há alegrias que gostaríamos de carregar conosco para sempre, mas elas passam e ficam para trás assim que nos movemos. Da mesma forma, há tristezas que grudam e ficam impregnadas em nossa vida de tal maneira, que o melhor a fazer é aprender a conviver com elas, reconhecendo-as como marcos em nossa personalidade.

Sabendo disso, meu trabalho na casa nova é ajustar os espaços para acomodar minhas vitórias e derrotas do passado – a fim de que sirvam de alento e lição para as coisas que tenho de construir daqui para frente.

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Categorias:fazendo, pensando
  1. Lya
    julho 2, 2010 às 2:21 pm

    Boa sorte na nova vida… Mudança é sempre bom!!! No mínimo traz “novos ares” e a sensação de recomeço. 🙂

    • lcribeiro
      julho 2, 2010 às 9:30 pm

      É verdade. Mudança é bom mesmo. A sensação de recomeço refresca.

  2. julho 2, 2010 às 3:10 pm

    Marido da amiga,
    Boa sorte pra vcs na casa nova, na vida nova… Tenho certeza de que continuarão sendo muito felizes! Beijo (também pra amiga e pros sobrinhos – afinal, internet aproxima todo mundo mesmo!)rsrs

    • lcribeiro
      julho 2, 2010 às 9:31 pm

      Opa!
      Algumas alegrias podem passar, mas se tem uma coisa que nós somos é felizes! 😉
      Valeu!!!

  3. PAULO ROBERTO COSTA RIBEIRO
    julho 2, 2010 às 4:44 pm

    Lau, dá p´ra sentir a dor que impregna no coração, depois de tanta luta, vendo, talvez um desejo realizado, não sei se posso dizer assim. É, claro, fiquei chatea-
    do, mesmo não conhecendo um sonho construído, mas, triste por não ter ido lá. Mas,
    tem algo que nos deixa juntos, próximos, além de sermos uma família. Sei que não preciso dizer que é. O amor é sempre o mesmo.

    Deus abençõe a vc., Filipe e o Amebinha.

    Bj p´ra vcs.

    Abraço,

    Paulo

    • lcribeiro
      julho 2, 2010 às 9:32 pm

      Valeu, Paulão.
      Então, quem sabe, vc passa aqui na casa nova… ou na outra, ou na outra, ou na outra… 😉
      Estamos esperando.
      Abraços a todos!

  4. Heloisa
    julho 2, 2010 às 9:33 pm

    Lau e Clice,
    Claro, não posso deixar de “quase” sentir o mesmo, um nó na garganta ou ler esse post, pois um pouco dos passos de cada irmão a gente sempre acompanha e sabe, e ve no semblante a alegria, a tristeza… Eu me lembro quando fomos fazer o reconhecimento da área, ou melhor aquele ano novo em que todos, inclusive o véio Brenno foi estrear o campo de futebol, o “gol de letra”! Ta lembrado? Ele caia vez em sempre, mas eu amei! Foi uma noite linda! Foram tantas vezes, tantos momentos lindos e abençoados passados ali, regado a suco de maracujá e coca-cola e Nescau, pizza e sorvete…rsss… muita conversa séria e muitas gargalhadas. Os meninos cresceram ali naquele lugar tão gostoso, o Filipinho mergulhava na água e lah ía o Juca junto…Lewmbro-me do Casé e de quando eu e a Clice fomos pregar os cartazes pra tentar encontrá-los a primeira coisa que a gente fazia quando encontrava um labrador preto era: Por favor, abre a boca meu filho…deixa eu ver a sua lingua…a Clice, sempre muito educada…eh isso foi triste.
    …mas aih veio o Levi, a Luna, ateh a Aparecida que faleceu, lembra? Daquela casa tenho lindas recordações, se eu pudesse, teria ido ajudar voces nessa porque, nao deve ter sido fácil. Tem aquela foto do Vitor e Estêvão antes e depois…hahahah! Quantas histórias…aih que saudade, quantas alegrias, ali pra mim que ia de férias, claro que era soh alegria. A gente chegava pra rir muito e passar momentos maravilhosos com voces, me lembro que um dia eu liguei aih e o Teco atendeu e eu falei…Teco, voce tá bêbado? Imagine!…e eu fiquei sem entender nada…estavam todos bêbados de tanto rir.
    Uma vez, uma pessoa tambem me disse, que era tão diferente estar com voces, porque o ambiente na sua casa, era diferente. Sentíamos sempre a presença de Deus ali. Apesar de todas as dificuldades ali era leve, agradável. Que Deus continue abençoando como sempre seu espaço, sua casa, seu trabalho, seus filhos lindos e especiais pra mim, tao queridos. Voces são meus amores. Grande beijo. Vai firme na luta, firme que Deus tem um propósito, talvez uma nova missão…neh?! Equilibrando, dando um passo a frente e…caminhando sempre, Beijos,xau…

    • lcribeiro
      julho 2, 2010 às 9:40 pm

      Ah… é bom dizer que a mudança saiu de lá, mas não chegou direito aqui ainda. Maior parte das coisas ainda tá nas caixas.
      Quanto aos momentos vividos lá, a parte principal deles nós sempre podemos carregar onde quer que formos: nós mesmos, do nosso jeito e com nossas histórias.
      Aí, a diversão é sempre garantida.

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