Sobre festas e salões


Lima (*) é um grande profissional de projetos em Tecnologia da Inrormação. Ele tem uma capacidade entender muito rapidamente qualquer situação ou cenário. Além disso, tem uma vasta cultura e um tom de voz que desmonta qualquer troglodita.

Certo dia, o Lima foi designado para ser diretor de uma grande unidade de negócios da empresa onde trabalha. Ele assumiu como o gestor de um contrato milionário de um grande projeto de desenvolvimento de um dos maiores bancos do país. O homem estava com tudo!

Quando começou a receber os telefonemas e emails, parabenizando-o pela conquista profissional, Lima respondeu com aquela fleuma e precisão de quem sabe muito bem onde está pisando: “Durante esse tempo todo em que trabalho aqui, eu conheço meu papel. Para a festa, eu nunca sou convidado. Mas quando precisam de alguém para limpar o salão, sou o primeiro a ser lembrado”.

Observando o mundo dos negócios e de projetos, percebemos dois protagonistas que não sobrevivem sozinhos – um precisa do outro. O fazedor de festa e o limpador de salão.

Um sonha, vislumbra, contagia as massas, transmite segurança, esperança e celebra antecipadamente porque tem certeza absoluta de que a vitória vem. Ele dá o importante e dificílimo “primeiro passo”! Isto feito, não se deve esperar que ele vá ter ânimo e energia para os também dificílimos segundo, terceiro… vigésimo passos. Ele, provavelmente, já estará sonhando e planejando outras coisas igualmente importantes e contagiantes.

É aí que ele tem de ter, ao seu lado, o limpador de salão. Esse é quem traz à realidade os sonhos. Ele é quem está no dia-a-dia, com as equipes, fazendo as coisas acontecerem – para que mais sonhos e projetos possam ser vendidos no futuro. Você e eu, às vezes, podemos considerá-lo (e até tratá-lo) como um ser inferior na cadeia alimentar, um cidadão de segunda categoria na comunidade corporativa. Muitas vezes, ele próprio se vê dessa maneira – como um simples capataz daquele que faz a festa. Não é assim. E ai daqueles que ignoram essa verdade.

De tudo isso, tirei algumas lições sobre festas e salões:

  • Limpar um salão onde não houve ou haverá festa, não faz sentido.
  • Deixar o salão sujo depois da festa, também não é sensato.
  • Quem faz a festa, não limpa salão.
  • Quem limpa salão, não faz a festa.
  • Festeiros e limpadores não vivem sozinhos.
  • Um grande evento precisa de ambos.

Portanto, se você é um ou outro, não deve vangloriar-se sentir-se menor. Deve refletir e fazer o seu papel com todo o seu coração e prazer.

Em tempo: Projetos dirigidos pelas equipes do Lima são um sucesso. O Lima é muito feliz com seu papel e vibra com suas conquistas – salões impecáveis e brilhantes.

(*) Lima é um nome fictício para um personagem real.

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