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Como diria Vanderlei Luxemburgo…


Certa vez, esse, que já foi um grande técnico de futebol, e hoje é um empresário de jogadores usando times de futebol para fazer seus negócios, cunhou uma pérola da cultura de auto-ajuda-filosófica-de-botequim-pós-moderno mais ou menos assim: “Considero-me suficientemente inteligente para poder mudar de idéia!”.
Com a frase, precisa e aguda, encerrava uma discussão a respeito de um jogador sobre o qual teria dito anteriormente que nunca mais jogaria no seu time e, semanas depois, voltou a ser escalado entre os titulares.
Deve ter lido em algum daqueles livretos que se compra em “livrarias” de estação rodoviária. Mas devo reconhecer que ele falou uma coisa certa. Aliás, vez por outra, repito essas sábias palavras, quando me é conveniente.

Digo isto porque há alguns meses, em meio a uma agenda diária insalubre, paradigmas sob suspeita, sentimentos confusos, percebi que não estava tendo condições físicas e cognitivas para manter o blog da maneira que havia proposto inicialmente (pelo menos, um post semanal). Também notei uma gritante queda na qualidade da redação e dos conceitos apresentados. Pior: surpreendi-me pensando e agindo de maneira contrária em relação a algumas idéias que já havia postado.

Estava resolvido: se não consigo escrever do jeito que quero, não vou ficar publicando textos de baixa qualidade e palavras que minhas atitudes contradizem. Decidi tirar o blog do ar. Suspendi os posts, fechei o link. Sem aviso e sem dó.
A bem da verdade, conto nos dedos de uma mão (tenho cinco dedos) o total de pessoas que questionaram-me a respeito. Desta forma, a estatística confirmou que a decisão não representava uma grande perda para a literatura mundial.

Parafraseando outro filósofo contemporâneo, “o tempo não pára”. De lá para cá, tomei algumas decisões um tanto radicais (vou contando homeopaticamente, em posts futuros), estou vivendo outra realidade profissional e pessoal. De repente, percebi que o blog era, acima de tudo, em primeiro lugar, o blog era uma necessidade que “eu” tinha.

Mais do que isso: olhando para trás, lembro-me que a coerência (em nome de quem eu “despubliquei” tudo o que havia escrito) tem mais a ver com a sinceridade com que vivo e encaro as coisas na minha caminhada do que com a solidez das coisas que, um dia, acreditei serem a melhor coisa a fazer. Deus sabe disso e me transforma a todo momento.

Enfim… mudei de idéia (não que isso represente uma grande conquista para a literatura mundial)!

Nota: Por conta de uma certa insegurança em relação ao novo acordo ortográfico, estou aproveitando-me do prazo de adequação, até dezembro de 2012. Portanto, ainda estou usando e abusando de “-” (como em “auto-ajuda…”) e acentos diferenciais (como em “pára”).

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Categorias:pensando
  1. Lya
    janeiro 20, 2010 às 8:03 pm

    Em nome dos 5 árduos leitores (rs)… Bem-vindo de volta, com hífen e tudo. :-)))

    E só pra citar mais uma célebre frase, prefira mesmo ser essa metamorfose ambulante! Fica preso ao que foi não pode fazer bem. Já as lembranças, essas costumam ser sempre bem vindas.

  2. Lya
    janeiro 20, 2010 às 8:03 pm

    Ops! FICAR preso e não FICA. Sorry.

  3. lcribeiro
    janeiro 20, 2010 às 8:25 pm

    Exato, Lya. Esse foi o espírito do post.
    Se aprendemos uma coisa nova a cada dia, viva a mudança!

  4. Lya
    janeiro 20, 2010 às 8:28 pm

    Isso aí! Por falar nisso, vai mandando as novidades aí…

  5. Eu
    janeiro 27, 2010 às 10:01 am

    Que bom, viu?! Estou muito feliz por voce, suas novas conquistas e…por mudar de idéia. Tamus akidivorta! Beijos, xau…

  6. Patricia
    janeiro 28, 2010 às 10:04 am

    Valeu por voltar a dividir suas histórias, idéias e pensamentos…. agenda insalubre não é direito adquirido somente dos poetas….. Assim fica mais fácil ouvir suas palavras pra matar as saudades. Beijos

  7. PAULO RIBERTO COSRA RIBEIRO
    junho 7, 2010 às 6:19 pm

    Meu, já enviei seus contatos, para, alguns de meus contatos, que gostam de falar
    sobre muitos artigos. Não falo/escrevo muito, mas, quem sabe a qq momento fico pior que “bagre ensaboado”, daí sai.

    Abraço

    Paulo

    • lcribeiro
      junho 7, 2010 às 6:31 pm

      Valeu, véio… vamos ver no que dá!
      Obrigado pelas indicações!

      []s

      -lau

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