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Jorge Rehder, um brasileiro


Faleceu, nesta madrugada, Jorge Rehder.

Se você não está familiarizado com a música cristã brasileira, provavelmente nunca ouviu falar dele. Mas se  é apreciador de boa música, daqueles que reconhece um bom talento, que escuta com o coração, deveria tê-lo conhecido.

Além disso tudo, Jorge Rehder fez parte de uma geração de gente que ousou fazer diferente na música cristã (antes dela começar a ser chamada de Gospel). Juntamente com Sérgio Pimenta, Nelson Bomilcar, Guilherme Kerr Neto e outros, ele mudou um cenário onde antes predominavam versões de músicas americanas, simples traduções (às vezes, um tanto malfeitas), com referências culturais que nada tinham a ver com a realidade brasileira – com nosso jeito de pensar, de nos expressarmos através das artes e até de viver.

Naquela época, para ser crente era necessário “ser igual” a um modelo que vinha dos obreiros estrangeiros (muitos deles, muito bem intencionados e cujo trabalho devemos igualmente honrar). Não bastava “apenas” ter a mesma essência (ser cristão – reconhecer a Cristo como salvador), precisava vestir-se, falar e cantar da mesma maneira. Jorge e seus companheiros de caminhada mostraram que é possível viver e expressar-se de maneira diversa (mais adequada ao nosso jeito de ser), com muita qualidade e sem perder a essência de cidadãos do Reino de Deus.

Foi um cara coerente, que viveu de acordo com aquilo que falava e cantava. Mesmo que você não seja cristão, há de concordar comigo que gente assim é artigo de luxo hoje em dia. Enfim, Jorge foi a síntese de adorador genuíno. Mas como tudo tem a sua hora, hoje o incansável, talentoso, adorador, batalhador e brasileiro Jorge deixa de estar conosco.

Pela sua vida e obra, graças dou a Deus.

Nota: Carlinhos Veiga publicou um podcast muito legal, em homenagem ao Jorge.

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Categorias:escutando, gentes
  1. Sara
    novembro 11, 2009 às 3:03 pm

    Tô passada!As músicas desse cara embalaram a minha vida, amava o jeito gostoso de expressar de suas letras (“Ao Deus, que nos guarda de tropeçar, para nos apresentar puros, diante da Sua glória…”, a música “Barnabé” e tantas outras) que eu amava ouvir e cantar. Ele realmente vem de uma GERAÇÃO de louvor verdadeiro, sem esses “protótipos gospel” desta geração de doidos por aí. Uma pena! Mas, como disse um BOM pastor: Deus está chamando os seus queridos, pois parece que todo mundo que REALMENTE é fiel tá subindo… MARANATA VEM JESUS!

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