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Maria, Maria é um dom, uma certa magia, uma força que nos alerta


Creio que Milton Nascimento e Fernando Brant não fizeram a música pensando nela. Mas quando ouço essa canção, lembro-me de Maria Esther Bueno que, no próximo dia 11 de outubro,  completa 70 anos.

Conhecida como “a bailarina de Wimbledon”, foi tricampeã do torneio de simples naquele que é considerado um santuário do tênis do mundial. Conquistou o seu primeiro título no All England Lawn Tennis Club em 1959, quando tinha apenas 19 anos. Pelo feito, recebeu o prêmio exorbitante de 15 Libras Esterlinas.

Naquele tempo, as mulheres ainda estavam no começo da sua luta por um lugar digno na sociedade, ela cruzou o mundo sozinha para ganhar não somente o campeonato, mas a simaptia e o respeito daqueles que admiram os que tem sangue e alma de campeão.

O seu estilo de jogar era diferente do que se joga tradicionalmente no Brasil – jogo de fundo de quadra, mais adequado ao piso de saibro. Na infância e adolescência, acostumou-se a jogar contra garotos e desenvolveu resistência e força nos golpes. Porém, diferentemente da força abrutalhada de jogadoras atuais como as irmãs Williams (particularmente, adorei a vitória de Kim Clijsters neste ano), sua força chegava com graça e leveza. Parecia estar em um salão de dança – deslizando ao som dos suspiros e aplausos do público nas arquibancadas da quadra central de Wimbledon.

Por isso, assistir ao documentário (longo, mas que vale a pena) sobre ela me impressiona. A mulher, durante muito tempo, buscou e reinvidicou status de igualdade para com o homem. Com graça, força e determinação, mulheres como Maria Esther Bueno estão conquistando seu espaço na sociedade. Não só nas quadras e campos esportivos, mas também nos escritórios, nos negócios, nas ruas, nas famílias.

Essas mulheres, que se recusam a jogar com as mesmas armas e regras dos homens, ensinam e provam que o mundo precisa aprender com o jeito feminino de ser e de fazer as coisas. A elas, minha admiração.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

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  1. Lya
    outubro 13, 2009 às 11:36 am

    Não entendo e nem assisto mto aos campeonatos de tênis, mas sei bem o que é tentar ser mulher moderna em um mundo (pasmen!) nem tão moderno assim…

    Seu testemunho alivia uma ‘agonia’ antiga e reforça a certeza de que tenho me dado conta com o passar dos anos (mulheres de 30 não são mais tããão molecas assim): não, não precisamos nos igualar, é o “ser diferente” que agrega.

    Obrigada. O texto emocionou, de verdade. 🙂

    Uma ótima semana.

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