Arquivos

Arquivo para a categoria ‘escutando…’

Passando um som – Rock In Rio – Episódio 2

março 1, 2011 1 comentário

Ando um tanto bissexto nos meus posts.

Esses últimos dias têm sido bem “animados” por aqui, e não tenho conseguido separar um tempo de qualidade para escrever algo que valha a pena ser lido.

Em contrapartida, consegui fazer algo que me dá muito prazer: gravar mais um  Passando um som – o podcast que apresento com o @AmebaRibeiro, meu filho.

O episódio de hoje fala sobre o Rock In Rio, que vai ter nova edição neste ano de 2011.

Em relação ao primeiro episódio, houve uma razoável melhora na qualidade técnica do produto final.

Assim, você está convidado para ouvir e curtir Passando um som – Rock In Rio.

Espero que você goste!

Passando um som – o podcast!

novembro 19, 2010 8 comentários

Desde que comecei a trabalhar no Rio de Janeiro, a família ficou “meio-lá-meio-cá”.

Deoclice e eu viemos para o Rio de Janeiro e as crianças (serão sempre crianças) ficaram em Campinas. Tem sido um período difícil. Porque não há telefone, email ou msn que substitua estar perto, abraçar e olhar no olho.

Entretanto, aos poucos descobrimos que conversarmos sobre as coisas que gostamos e ensinamos uns aos outros é um jeito legal de lidar com isso – mesmo estando à distância.

Assim, da paixão pela música, Ameba e eu decidimos gravar um podcast chamado “Passando um som”. Qualquer um de nós que escuta algo legal, liga para o outro e “passa o som”. Juntos, ouvimos a música e trocamos algumas idéias.

O primeiro episódio foi uma experiência muito legal e prazerosa.

Então, sem mais delongas, com orgulho, apresentamos Passando um Som – Episódio I.

Esperamos que você goste de ouvir – porque nós, pelo menos, adoramos fazer. ;-)

Um abraço!

O salmo que saiu de dentro do peixe

novembro 10, 2010 3 comentários

Certa vez, estive em uma aula de escola bíblica inesquecível: Em uma série de estudos sobre o livro de Jonas, o capítulo que registra a temporada do profeta fujão no ventre do peixe me chamou a atenção.

De maneira bem objetiva, o professor José Remígio nos levou a meditar naquele momento muito particular de alguém que foi obrigado a reconhecer, por força das circunstâncias aparentemente irreversíveis e fatais, a total falência do seu projeto de vida. Eu o encorajo a assistir o vídeo da aula, que está disponível online. Vale muito a pena.

No relato, o profeta, em angústia profunda, não viu outra opção a não ser abrir o seu coração para Deus em forma de poema. Um salmo,  forma de expressão comumente usada pelo povo do qual Jonas fazia parte. Quando olhamos atentamente para o que o poeta expõe ali, percebemos  um coração magoado, sem esperança. Como último recurso, apresenta sua rendição ao Deus a quem tinha desobedecido. O texto é rico para o leitor que (como que olhando-se em um espelho), se dispõe corajosa e honestamente, a refletir sobre sua própria vida, convicções e orgulhos.

Ao final, fomos desafiados a escrever o que seria nosso próprio “salmo de dentro do peixe”. O exercício me fez bem. Tanto que decidi compartilhá-lo. Escrevi com a maior honestidade que me foi possível:

Deus,

A minha fraqueza de alma sempre me coloca em apuros.
A minha dificuldade em ser fiel e constante no nosso relacionamento me faz perder a bênção de perceber a sua presença.
Na minha ânisa de viver de acordo com a minha disposição, crio situações para as quais apelo para a sua misericórdia.

O Senhor, ao contrário, me acompanha sempre – mesmo quando eu não estou olhando.
Consertando os meus caminhos tortos – mesmo quando eu não o chamo para caminhar comigo.
No final, transforma a minha teimosia em disposição para o louvor.

Não dá para entener um amor tão grande.
Por isso, eu me alegro e me rendo em gratidão, certo de que o Senhor me acompanha sempre – até o dia em que nos veremos face a face, na sua glória.

Todo dia é dia de ser criança

outubro 15, 2010 2 comentários

O dia da criança sempre me traz à memória um episódio da Bíblia, famoso até entre aqueles que não são leitores assíduos:

Traziam-lhe também as crianças, para que as tocasse; e os discípulos, vendo, os repreendiam.
Jesus, porém, chamando-as para junto de si, ordenou: Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus.
Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira alguma entrará nele. (Lucas 18:15-17)

É das crianças o reino de Deus. É uma ilustração bonita de se imaginar – um céu cheio de crianças correndo e brincando na praça.

Eu entendo que Jesus queria dizer algo mais do que isso. Acho sintomático que o episódio imediatamente posterior a esse das crianças é outro igualmente famoso:

Certo homem de posição perguntou-lhe: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?
Uma coisa ainda te falta: vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois, vem e segue-me. Mas, ouvindo ele estas palavras, ficou muito triste, porque era riquíssimo. (Lucas 18:18-23)

Me parece óbvio que que o relato de Lucas, que destaca os aspectos e a força da humanidade de Jesus (*), pretende evidenciar o contraste entre os dois episódios.

A criança vem de mãos vazias. Não tem nada – apenas a energia e a perspectiva de uma vida pela frente.  Para ela, a história ainda está por ser escrita. A criança precisa de auxílio e não tem nada a perder.

Por outro lado, o homem rico já conquistou muita coisa. Para ele, é difícil abrir mão daquilo que já tem. De certa maneira, ele já provou que pode conseguir as coisas por si mesmo. Voltar a ser como criança parece ser um passo doloroso demais para se dar.

Eu creio que há coisas que só se conquista agindo como as crianças – nada trazendo nas mãos e reconhecendo a necessidade de ajuda. Pode ser o reino de Deus, pode ser a restauração de um relacionamento, pode ser a superação de uma perda, pode ser o direito a um recomeço.

Enfim, todo dia é dia de ser criança.

Abaixo, uma música que tem gostinho de infância – Aquarela, de Vinicius de Moraes e Toquinho.

(*) Cada um dos evangelhos enfatiza um aspecto da vida de Jesus: Mateus – Cristo Rei / Marcos – Cristo Servo / Lucas – Cristo Homem / João – Cristo Salvador

Período sabático

Ando em um período meio sabático em relação ao blog. Trocando em miúdos, tenho consumido mais do que produzido novos posts.

Por mais que o dia-a-dia continue pródigo em pautas novas e (na minha opinião) interessantes, não consegui traduzir e organizar as idéias para produzir um texto com a qualidade mínima que julgo necessária para poder publicar.

O fato é que, sempre que me proponho a escrever um post, faço uma pesquisa um pouco mais profunda sobre o assunto, a fim de falar o menor volume de bobagem que consigo. Nessa pesquisa, acabo me envolvendo e me embrenhando em links na web, trechos de alguns livros antigos que tenho em casa, podcasts etc. Quando me dou conta, o tempo passou e a oportunidade também.

Foi o caso do dia da Fotografia (20 de agosto) e também do dia da Infância (24 de agosto). Cheguei até a começar algo, mas a pesquisa tomou muito tempo e acabei perdendo a data.

Cheguei a ficar preocupado. Mas reconheci a tempo que um período de reciclagem e pausa para saber a opinião alguém que não seja eu mesmo, é necessário para que a fonte possa continuar produzindo conteúdo genuíno, não requentado. Assim, idéias e percepções, mesmo antigas, se mantém arejadas e frescas – úteis para provocar, no mínimo, reflexões e questionamentos em quem lê.

Enquanto isso, vou recomendando algumas coisas que achei valiosas para mim como, por exemplo, um artigo no site Cristianismo Criativo do Ricardo Wesley (também conhecido como Malária) sobre um cara chamado William Wilberforce e sua coragem para mudar de atitude e lutar por isso – quando deixou de ser comerciante de escravos na Inglaterra e passou a lutar pela abolição da escravidão no parlamento inglês. É um texto curto, que nos convida a uma avaliação honesta sobre nossa disposição e coragem para enfrentar os poderosos que, querendo perpetrar seu domínio, cometem e institucionalizam a injustiça.

Aliás, recomendo que você acompanhe o Malária no seu blog O Sul é meu Norte, sempre com textos de muito boa qualidade.

Boa leitura.

Categoriasescutando..., lendo...

Tecla DEL – aprecie com moderação

agosto 27, 2010 3 comentários

Dia desses, eu estava escutando um episódio de Think, um programa de entrevistas de uma rádio texana chamada Kera.

O entrevistado do dia é o Dr. Julian Seifter, médico que escreveu um livro chamado After the Diagnosis: Transcending Chronic Illness , sobre sua experiência em tratamento e acompanhamento de pessoas portadoras de doenças crônicas. Ele mesmo conhece o outro lado da moeda, pois sofre de diabetes Tipo I.

O papo todo é bastante bom. A certa altura da conversa, Dr. Seifter fala sobre uma das maiores dificuldades enfrentadas após o diagnóstico: A de que a vida vai ser diferente dali para frente, pois algumas coisas não podem ser mudadas.

Essa realidade bate de frente com um dos pilares da sociedade pós moderna: a tecla DEL. Frequentemente, ela nos possibilita, muito facilmente, apagar algo que deu errado para poder recomeçar do zero – uma, duas, várias vezes.

A cultura do “errou, apaga e faz de novo” cria o ambiente favorável para aqueles que precisam assumir desafios – e tanto a vida moderna, quanto o mercado e as relações de trabalho estão cada vez mais competitivas e arriscadas. Ao mesmo tempo, acreditar que qualquer coisa pode ser removida de acordo com nossa conveniência é inocência e irresponsabilidade.

Aquele que dirige embriagado, causa um acidente e tira a vida de alguém não pode, simplesmente, apagar os fatos como se fossem um episódio sem graça de seriado que baixou na internet. Da mesma forma, está enganado aquele que prefere ignorar, ir contra ou mesmo se negar a acreditar que as coisas mudaram à sua volta – e que vai ter de aprender a fazer as coisas de maneira diferente do que vinha fazendo há anos.

Enfim, é claro que a tecla DEL pode ser nossa grande aliada. Mas exageros devem ser evitados – como em tudo na vida.

Categoriasescutando..., gestão Tags:, , ,

Qual é o seu idioma?

julho 15, 2010 2 comentários

Candidato à Presidência da República em 1994, Fernando Henrique Cardoso carregava a fama de intelectual esnobe e enfrentava rejeição por parte do eleitorado. Intelectual com vários títulos acadêmicos, dono de um vocabulário mais vasto do que a maioria da população brasileira, era normal que as pessoas encarassem suas frases e discursos como peças de difícil assimilação. Sabedor disso, em campanha pelo Nordeste do país, deu uma guinada na imagem de professor engomadinho: em Delmiro Gouveia (AL), vestiu um chapéu de couro e montou em um jegue; em Petrolina (PE), encarou um prato de buchada de bode e, no melhor estilo popular, “lambeu os beiços”. Daquele momento em diante, as coisas mudaram e ele conquistou seus dois mandatos de Presidente.

Recentemente, a Presidenta da Argentina, Cristina Kirchner fez uma declaração que alguns consideraram muito infeliz, dizendo que “é mais gratificante comer um porquinho do que tomar Viagra”. Ao contrário do que se podia esperar, o povo passou a se identificar de maneira muito mais intensa com ela. Desde então, a hermana passou a rechear seus discursos e declarações com referências mais próximas do cotidiano popular.

Não podemos nos esquecer do Presidente Lula, um dos grandes expoentes da comunicação popular deste início de Século XXI. Não importa muito se você e eu concordamos com as opiniões dele; o fato é que, com suas analogias futebolísticas (comprovadamente, o esporte mais popular do planeta), ele tem sido muito claro no que diz pelo mundo.

Nos meios de comunicação, é impressionante o poder de comunicação de pessoas como Sílvio Santos e R.R. Soares (com este último, convivo diariamente e sou testemunha do talento inegável). Transmitem de maneira clara, para pessoas de todos os níveis culturais.

Reforço que o ponto aqui não é se concordo ou não com a mensagem transmitida por cada um desses exemplos que citei. O meu destaque é para o fato de que esse pessoal sabe comunicar!

Fiz toda essa introdução para dizer que observo com muita preocupação um movimento exatamente oposto na esfera profissional – no dia-a-dia do nosso trabalho:

  • Engenheiros falando engenheirês – idioma baseado em fórmulas e postulados matemáticos;
  • Advogados falando advoguês – idioma baseado em dicionários de citações jurídicas e com forte influência do latim;
  • Profissionais da saúde, falando saudês – idioma farto em vocabulário científico (que me trazem doces recordações das aulas do Professor Serjão, do saudoso Olavo Bilac em São José dos Campos);
  • Profissionais de Marketing, falando  mercadês – idioma recheado de expressões idiomáticas criativas e muitas siglas;
  • Profissionais de Tecnologia da Informação, falando um idioma cujo nome não se sabe, mas certamente é um nome em Inglês;
  • E por aí vai…

Quando encaramos uma reunião multidisciplinar, enchemos uma sala com representantes de todas essas tribos (e eu reconheço que faço parte de uma), cada uma defendendo seus interesses, nos seus respectivos idiomas e dialetos. Quem já participou de momentos como estes sabe do sofrimento que é encarar esse momento “Torre de Babel”. Assusta-me ainda mais quando percebo que tem gente que acha isso natural, inevitável… e necessário.

Depois de muito apanhar (e bater também, admito), faço uma concentração e um esforço especial antes de qualquer interação com alguém – seja ele da minha área ou não. O meu desejo é que meu interlocutor receba com clareza a minha mensagem, e vice-versa. E precisa de esforço, sim, porque não está em minha natureza.

Aguardo você para nosso próximo encontro (ao vivo, por telefone, por email, por chat etc.), quando poderemos exercitar nosso poder de comunicação e de tradução de nossos cacoetes tribais.

O circo chegou – Epílogo

Esse post faz parte da série “O circo chegou! Vamos todos até lá!

No meio da série, meu grande amigo e filósofo contemporâneo Marcos Bob Benassi me mandou a seguinte mensagem:

“A acidez é progressiva? Vai chegar nos Irmãos Grimm? Nem quero ver na hora que bater o espírito do Andersen, sombrio, vai dar até meda! Que executivo macabro aparecerá? Quais conflitos corporativos – de profunda ordem ética – deverão ser resolvidos?”

A resposta está frase inicial desta série – “o circo chegou, vamos todos até lá”. No fundo, esse desfile de caracteres esquisitos é o que dá graça na coisa. Eu mesmo, sempre que posso, carrego minha trupe comigo.

Os personagens foram “pintados com cores bem fortes e alegres, para facilitar a percepção”.  Em alguns momentos, creio que foi até possível rirmos de nós mesmos e de algumas situações já vividas.

Afinal, não é todo mundo que tem a paciência e o caráter metódico do macaco cientista, para fazer determinadas traquitanas corporativas funcionarem corretamente. Por outro lado, a figura do urubu, sempre à espreita, traz um estado de atenção constante que é essencial no cotidiano corporativo.

É fato também que haverá momentos em que líderes e gestores precisem de colaboradores que façam menos perguntas e cantem em uníssono, pelo menos uma vez. Devemos ser honestos e admitir que uma boa festa ou um bom prato de comida nos faz menos resistentes a assimilarmos algumas mensagens.

Digo também que, pelo menos uma vez na vida, fui impulsionado pelo desafio de chegar o mais perto possível de objetivos inalcançáveis, prometidos por mulheres barbadas e homens foguete – e cheguei mais longe do que achava que podia. Da mesma forma, já me safei de muita enrascada porque tinha ao meu lado alguém que sempre pensava naquilo que podia dar errado.

Além disso, bailarinas, palhaços e videntes trazem o coração para participar da nossa vida corporativa. Fazem com que eu e você nos lembremos de que, ao nosso lado, há alguém com uma história de vida, necessidades, sentimentos e sonhos.

Concluindo, aproveite o espetáculo que o circo lhe proporciona. Divirta-se, dê algumas piruetas, suba no monociclo e faça a sua parte. Vai, vai, vai começar a brincadeira!

As heranças que recebemos

abril 22, 2010 10 comentários

Hoje, minha esposa e eu colocamos nossos filhos no carro e fizemos uma longa viagem – do Rio de Janeiro até Campinas. Foi muito legal. Daqui em diante, esses momentos devem ser cada vez mais raros. Porque o tempo passou, Filipe e André (o Ameba Ribeiro) já estão com 23 e 18 anos, respectivamente. A vida vai dando um jeito de separar nossos caminhos.

Recordei-me de viagens passadas, quando veio-me à memória algo que aprendi desde pequeno: “Herança do Senhor, são os filhos;” (Salmo 127:3-a).

Heranças são presentes que recebemos, para administrarmos com dedicação e sabedoria. Cuidar de  filhos significa amar intensamente, agradar sempre que possível, desagradar quando necessário, proteger do mal e dos maus, ensinar sempre com instruções mas, sobretudo, com atitudes exemplares.

Pensei, então, no tempo em que passamos juntos durante todos esses anos. Também pensei no tempo em que não passei junto deles, por vários motivos – alguns “justificáveis”; outros, nem um pouco. Esse tempo não volta mais. Portanto, devo ficar atento para evitar futuros desperdícios.

Vinha absorto em pensamentos, quando emocionei-me ouvindo no rádio do carro a canção interpretada por Michael Jackson – exemplo de uma herança que foi depauperada e depredada desde os primeiros anos de vida. Não souberam protegê-lo. Desde sempre, exibir o seu talento e auferir os lucros que ele rendia pareceu ser o mais importante. Uma pena. Quando morreu, Michael Jackson parecia mais uma daquelas crianças que vemos em ensaios fotográficos sobre a fome – uma criança privada do mínimo essencial.

Que Deus me ajude a cuidar bem daqueles cuja vida me foi confiada.

Nota: A qualidade do áudio está sofrível, mas acho que vale a pena assim mesmo.

O que me faz levantar da cama?

abril 2, 2010 6 comentários

Quando eu era analista de sistemas, costumava começar minhas entrevistas de levantamento de dados e requisitos com uma pergunta: O que o faz levantar da cadeira?

A idéia era obter do entrevistado / usuário a idéia de qual era a verdadeira essência do trabalho dele. Sem o quê, ele passaria o dia inteiro sentado em uma cadeira, esperando o tempo passar. Sem o quê não valeria a pena se levantar da cadeira. Sem o quê, na verdade, não valeria a pena sair de casa. Era uma boa estratégia, porque fazia as pessoas pensarem em qual era a sua verdadeira missão, quais eram seus objetivos naquela empresa, naquele departamento, naquele trabalho.

Para ser sincero, eu comecei a usar essa técnica quando descobri que todo o dia eu me fazia essa mesma pergunta. O que me faz levantar da cama todo dia? Até hoje, faço isso. Porque, convenhamos, há dias em que a vontade é de ficar prostrado na cama, porque parece que vale mais a pena.

Eu já me levantei da cama por vários motivos: porque algo dependia somente de mim, porque eu precisava ganhar o pão de cada dia, porque eu tinha uma missão a cumprir na sociedade, porque eu tinha um compromisso e até mesmo “porque sim”…

Dos últimos anos para cá, descobri (às vezes, pela dor) que, na verdade, ninguém é insubstituível, o pão pode acabar um dia, a sociedade pode me rejeitar, os compromissos podem ser desfeitos… simples assim.

Então, aprendi a viver de um modo diferente. Aprendi o que Salomão já escreveu há muito tempo atrás:

tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos porque foi para isso que fomos criados. (Eclesiastes 12:13)

E hoje eu escutei uma música que me fez lembrar disso – Meu Universo

Aliás, eu acho que eu estou ficando velho mesmo. Porque, na boa, eu acho a música “um tanto brega”, mas não estou ligando nem um pouco pra isso.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 416 other followers