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Arquivo para a categoria ‘descolados e batutas’

Sobre aniversários felizes

março 20, 2012 8 comentários

Aqueles que convivem comigo há muito tempo já devem ter ouvido uma história que eu conto para justificar minha aversão às comemorações de meus aniversários.

Para quem nunca ouviu, conto-a:
Em 19 de março de 1977, acordei com 13 anos de idade. Totalmente adolescente, pensei que minha mãe, meu pai, meus irmãos estavam me preparando uma festa surpresa – porque durante todo o dia ninguém sequer se manifestou para me desejar “Feliz Aniversário”.
Desde o início da manhã, percebi uma movimentação frenética – um entra e sai constante de gente, trazendo bolo, levando salgadinho, telefonando etc. Pensei com meus borbotões: é hoje!
No fim do dia, fui, realmente, surpreendido: houve, sim, uma festa – mas era para o meu tio, que estava voltando à minha cidade, para ser pastor da minha igreja.

Dali em diante, alego que tenho trauma de aniversário.

A história é quase totalmente verdadeira (sem algum tempero, as histórias não têm graça, nem comovem suficientemente). Já o trauma… convenhamos, é uma boa desculpa para meu mau jeito para lidar com abraços, beijos, elogios ou simples cumprimentos.

Entretanto, ao chegar aos 48 anos, recebo muitas manifestações de pessoas que convivem comigo diariamente, além telefonemas e mensagens carinhosas de muitas pessoas queridas que não estão tão perto assim.

Não consigo mais usar a desculpa do trauma.
Aliás, nunca se saberá ao certo se tenho, essa ferida psicológica em minha personalidade ou tudo não passava de mais uma de minhas histórias. Mas, a essa altura, não sei se é tão importante assim.

Então, só me resta dizer que “curti” (o trocadilho infame foi inevitável) este 19 de março de 2012 – por tudo o que recebi daqueles que gostam de mim!

Do mais fundo do meu coração, muito obrigado pelo carinho e atenção para comigo. Não mereço tanto, mas até que gosto – bastante!

Se puderem repetir no ano que vem, vai ser bem legal!

-lau
Em tempo: Meu tio Jango faz, hoje, 35 anos à frente da igreja em São José dos Campos. Esse batalhador se tornou grande companheiro e conselheiro, importantíssimo na minha vida. Muito obrigado e felicidades, Pastor João Arantes Costa!

E agora? Quem assume o bastão?

fevereiro 19, 2012 2 comentários

“Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros – é a única.”
Schweitzer , Albert

Exemplos são muito fortes para mim. Sempre me impactaram de maneira profunda e decisiva.

Por esse motivo, os últimos tempos foram de grande transformação na minha vida. A perda de três pessoas, que me serviam de referencial, me abalou. Quem tem costume de ler minhas reflexões no blog, deve ter percebido a raridade com que tenho escrito e exposto as idéias por aqui – fruto, muitas vezes, da falta de um farol, em relação ao qual eu possa confrontar minha posição.

Eu senti o golpe. As ausências do Roberto Márcio, do meu pai e do meu sogro, privaram-me dos exemplos presentes de suas vidas, cada um em uma área bem específica. Esses, mais do que falarem, agiram, mudando minha história e de alguns outros.

O amor insistente e abnegado do Roberto pela alma humana (aquela que, inquieta, nos tira o sono e nos faz tomarmos decisões das quais nos arrependemos mais tarde) sempre me causou espanto. A capacidade de ouvir todo e qualquer um que se-lhe aproximasse, honesta ou desonestamente, pedindo um ombro para descansar, um ouvido, uma palavra de alívio ou encorajamento. Impressionante como, para cuidar dos corações, meu amigo sempre encontrava um resto de energia e motivação.

Do meu pai, entre as inúmeras lições que me deixou, sua conduta reta e honesta é a que mais grita dentro de mim. Em sua história, testemunhei oportunidades nas quais, mesmo com o prejuízo pessoal (finanças, relacionamentos, oportunidades), o Velho Brenno manteve sua posição e sua palavra. Sei que outras pessoas podem dar testemunho semelhante sobre ele. Na sua morte após muita luta, do muito que se podia dizer a seu respeito, ouvi com freqüência algo que me encheu e orgulho e esperança: “um homem correto”.

Do meu sogro, que me deixou mais recentemente, grita o exemplo do amor pelo conhecimento. Não o conhecimento como um fim em si mesmo, estéril, como registrado pelo autor do livro de Eclesiastes, quando diz que “Quanto mais sábia é uma pessoa, mais aborrecimentos ela tem; e, quanto mais sabe, mais sofre”. Falo do conhecimento que é aplicado na vida da gente. A leitura, objeto de dedicação e amor, transbordou de tal forma, que se viu obrigado a compartilhar de forma quase compulsiva aquilo que aprendia e pensava. O testemunho “Escrita a lápis” é um pouco do muito que ele nos deixou. Igualmente, foram inúmeras as pessoas que foram ajudadas financeiramente por ele em seu desejo de aprender – fruto de sua crença no saber que transforma.

Enfim, esses se foram. A pergunta, agora, é: quem assume o bastão?

Quem é que vai acolher as pessoas e sua alma carente, independentemente de seu passado desabonador, de seu credo religioso, político ou filosófico? Quem é que vai estar sempre disposto a dar (mais) uma chance a quem não merece?

Quem vai ter a coragem de manter sua palavra a qualquer custo? Quem vai ter a disposição para permanecer ao lado daquelas pessoas com as quais se comprometeu, mesmo com todos os riscos que isso representa?

Quem vai manter a crença de que o conhecimento nos prepara para transformarmos a sociedade em que vivemos? Quem vai estar disposto a receber e compartilhar suas idéias, sensibilizando e aliviando corações?

Esses, a quem chamo de meus “professores da vida” um dia tiveram de assumir o lugar e o papel daqueles cujos exemplos seguiam. Da mesma forma, sinto-me responsável por essas heranças que recebi.

O me foi entregue, estou disposto a assumir, sabedor de que não serei perfeito – assim como meus referenciais também não o foram. Igualmente, ouso dizer que você, meu caro leitor, foi ou tem sido marcado por exemplos igualmente fortes e transformadores, mas que já não estão caminhando conosco neste mundo.

E então… você está disposto a fazer a sua parte?

As lições do velho Planicka

dezembro 28, 2011 16 comentários

Era uma vez um sábado de manhã, no Clube de Campo Santa Rita, em São José dos Campos.

Como de costume, meu pai me levava para a escolinha de futebol. Naquele dia, resolveu acompanhar o treino e ficou assistindo os exercícios e também o coletivo. Na verdade, não era um coletivo. Era uma pelada, um “rachão”, onde tínhamos oportunidade de aplicar nossos “talentos” em um jogo completo.

Ao final, permaneci no gramado, brincando com a bola. Meu pai, então, desceu as arquibancadas, caminhou em minha direção, e me disse com voz baixa: “passe”.

“Não entendi”, foi a minha resposta.

Ele continuou: “Quando a bola cair no seu pé, levanta a cabeça, procura o companheiro mais livre e passa para ele. Quem sabe fazer isso, sempre tem lugar no time.”. Dito isso, colocou a bola debaixo do braço, afastou-se uns 30 metros, virou-se para o meu lado, olhou para mim e, com uma naturalidade irritante, bateu na bola, que viajou macia até morrer incrivelmente no meu pé.

Andou de volta até onde eu estava e finalizou: “Praticando, você consegue. Faz isso, que vai valer a pena. Pode acreditar.”.

Nas semanas seguintes, pratiquei bastante e fui recompensado: Apesar de nunca ter me tornado mais do que um jogador mediano (afinal, talento é, sim, essencial), raríssimas vezes fiquei sem lugar no time.

Foi dessa maneira que meu pai, o Velho Brenno, me fez aprender muitas lições: poucas palavras, precisão, sensibilidade e exemplo.

Pois é… Em 25 de novembro de 2011, meu pai descansou depois de um longo sofrimento.

É uma coisa estranha: um misto de frustração e alento. Porque, lá no fundo, meu coração nutria a ilusão de que meu pai não morreria jamais – afinal, super-heróis não devem morrer. Por outro lado, a revelação da sua natureza mortal significa que eu, igualmente, posso ser como ele um dia.

O Velho Planicka (*) se foi. Não vou mais ter quem “me mostre como se deve fazer um passe de 30 metros”. Também não vou ter mais seu apoio e orientação, como tive em muitas ocasiões, em várias áreas da minha vida. Mas a sua voz continua mansa falando em meu ouvido e seu exemplo continua falando forte em meu coração.

A canção a seguir (“The Best of Times”, Dream Theater) é um tributo de Mike Portnoy ao seu pai, Howard Portnoy, falecido em 13 de janeiro de 2009. De certa forma, expressa um pouco do que se passa comigo.

Pai… um dia, nos encontramos no céu, para batermos aquela bolinha.

(*) Até publicar este texto, eu desconhecia o motivo pelo qual amigos de meu pai o chamavam de Planicka (alusão ao goleiro da seleção Checa, que jogou contra o Brasil na copa de 1938. Conta a história de que, mesmo seriamente machucado (provavelmente, uma clavícula deslocada), Planicka permaneceu em campo até o fim do jogo). Informou-me @lemoura70 que seu pai, Otoniel (na foto, primeiro em pé, da esquerda para a direita) conta que, diz a lenda, certa vez, o Velho Brenno (embora fosse atacante) teria jogado na posição de goleiro e “fechado o gol”…

Passando um som – Rock In Rio – Episódio 2

março 1, 2011 1 comentário

Ando um tanto bissexto nos meus posts.

Esses últimos dias têm sido bem “animados” por aqui, e não tenho conseguido separar um tempo de qualidade para escrever algo que valha a pena ser lido.

Em contrapartida, consegui fazer algo que me dá muito prazer: gravar mais um  Passando um som – o podcast que apresento com o @AmebaRibeiro, meu filho.

O episódio de hoje fala sobre o Rock In Rio, que vai ter nova edição neste ano de 2011.

Em relação ao primeiro episódio, houve uma razoável melhora na qualidade técnica do produto final.

Assim, você está convidado para ouvir e curtir Passando um som – Rock In Rio.

Espero que você goste!

2011 – Ela já vai passar lá no céu

janeiro 18, 2011 3 comentários

Nota:
Hoje, 18/07/2011, o Chicão foi encontrar-se com a Wit.
Fica faltando um pedaço em mim e na minha família.

Eu estava querendo postar algo de “ano novo”. Mas o tempo passou e eu acabei não escrevendo nada que julgasse valioso para publicação. Passou.

Xyko e Denise

Mas tenho um amigo em Campinas, que tem um blog e posta muitas coisas legais. Já havia um tempo que queria publicar algo dele e hoje, quando li a mensagem que ele me mandou, “juntou-se a fome com a vontade de comer”. A conclusão do texto, na minha opinião, é preciosíssima. Então, tomei a liberdade de “copiar-e-colar” o artigo inteiro (espero que ele não se importe).

Leiam o que o Xyko Motta escreveu:

2011 – Ela já vai passar lá no céu

No setor de Pediatria do HC-UNICAMP há um pátio coberto. Da entrada desse pátio, ao olharmos para a esquerda, dá para ver um corredor onde fica a sala dos médicos e lá no fundo, a porta dupla que dá acesso à UTI pediátrica. A equipe de enfermagem costumava deixar pelo menos uma dessas portas aberta para que a Wit (que é como chamávamos a Whittyne Gabrielly) pudesse ver de lá de dentro um pouco de movimento já que ela estava internada ali há alguns meses. Ela tinha 3 anos, uma das crianças mais lindas que já vi, vítima de uma doença terrível e fatal. Nesse dia 1 de janeiro ela faleceu.

Quase todo dia eu parava ali na entrada do pátio e olhava para a esquerda e a via, sentada em seu berço, com as perninhas rechonchudas para fora atravessando a grade de proteção, e me acenando com a mãozinha para que eu fosse lá. Eu ia e já ia assobiando a música do sapo que não lava o pé. A Wit, por sua vez, começava a dançar, e quando a música chegava no “MAS QUE CHULÉ”, ela abanava o narizinho com a mão.

Conversando com a Rosângela, a fisioterapeuta, ela comentou que a Wit sempre, mas sempre mesmo, estava alegre e feliz. E é verdade; eu nunca a vi sem um sorriso no rosto! E olha que ela sofreu!

Doeu a separação, está doendo ainda, mas ela está melhor agora, sem dúvida.

“Jesus disse: Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus.” (Mateus 19:14)

Roberto – obreiro aprovado

novembro 29, 2010 16 comentários
Roberto, Ania, Deoclice (arquivo pessoal)

Roberto, Ania, Deoclice (arquivo pessoal)

Há pouco mais de um ano, escrevi sobre meu amigo Roberto. Relatei que, além da alegria que ele demonstrava por ter recebido uma segunda chance de vida, percebi também um senso de urgência impressionante com seus planos e sonhos.

Dali em diante, ele correu, avançou e fez o que Deus permitiu que fizesse. Até ontem, quando o Senhor o chamou para junto de Si.

Sobre o amigo carinhoso, mais chegado que irmão, irmão mais chegado que amigo, confidente e companheiro de lutas, não tenho condições de falar (e não sei se terei algum dia). Falta-me um pedaço que, Deus sabe, terei de aprender a viver sem.

Entretanto, em nossa caminhada, tive o privilégio de ser objeto de seu cuidado pastoral. Também presenciei seu ministério na vida de muitas pessoas – gente de todas as idades. Quando penso no Pastor Roberto, lembro-me da segunda carta de Paulo a Timóteo:

Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. (II Timóteo 2:15)

Se a Bíblia é “como espada afiada, que penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas” (Hebreus 4:12), há que se ter cuidado no seu manuseio. E Roberto manejou como poucos a palavra da verdade, usando-a com:

  • Habilidade – Estudioso dedicado e determinado, sabia muito bem que o ministério pastoral tem de ser bíblico (como diz sempre nosso Pr. João). Sempre tinha um texto memorizado para usar com a precisão que o momento exigia.
  • Sabedoria – Não há nada pior do que falar a coisa certa da maneira e na hora errada (eu sei bem disso). Sua capacidade de aplicar a palavra com a força e a intensidade apropriadas, foi instrumento para que o Espírito Santo pudessse agir, restaurando corações e transformando atitudes.
  • Paixão – Quem aplica a palavra, deve fazê-lo com grande paixão pela alma daquele que precisa recebê-la. Roberto sabia bem que Deus odeia o pecado, mas ama  apaixonadamente o pecador – e trazia consigo esse fogo ardendo no coração.
  • Amor – Entregar a palavra como quem dá parte de si mesmo, falando do que vive na prática e sem esperar nada em troca, é marca daquele que sabe o instrumento que tem nas mãos – e isso meu amigo sempre fez de forma natural e consistente.

Enfim, ele teve a capacidade de falar comigo e amolecer o meu coração de um jeito que me dá a certeza de que essa foi uma das muitas responsabilidades que Deus colocou em suas mãos. Sei que muitos outros também tiveram a mesma experiência.

Posso dizer que, levado à presença do Senhor, Roberto Márcio é hoje obreiro aprovado com louvor!

Como disse Marcelo Gualberto, Deus o levou porque estava pronto.

A nós, cabe-nos honrar nossa vocação e exercê-la com a mesma dedicação que o fez esse servo fiel, que lutou excelente combate e deixa muitas lições para os guerreiros que aqui continuam.

Que, ao final de nossa batalha, recebamos o mesmo diploma que o Roberto recebeu ontem.

Passando um som – o podcast!

novembro 19, 2010 8 comentários

Desde que comecei a trabalhar no Rio de Janeiro, a família ficou “meio-lá-meio-cá”.

Deoclice e eu viemos para o Rio de Janeiro e as crianças (serão sempre crianças) ficaram em Campinas. Tem sido um período difícil. Porque não há telefone, email ou msn que substitua estar perto, abraçar e olhar no olho.

Entretanto, aos poucos descobrimos que conversarmos sobre as coisas que gostamos e ensinamos uns aos outros é um jeito legal de lidar com isso – mesmo estando à distância.

Assim, da paixão pela música, Ameba e eu decidimos gravar um podcast chamado “Passando um som”. Qualquer um de nós que escuta algo legal, liga para o outro e “passa o som”. Juntos, ouvimos a música e trocamos algumas idéias.

O primeiro episódio foi uma experiência muito legal e prazerosa.

Então, sem mais delongas, com orgulho, apresentamos Passando um Som – Episódio I.

Esperamos que você goste de ouvir – porque nós, pelo menos, adoramos fazer. ;-)

Um abraço!

A causa de uma vida

setembro 11, 2010 3 comentários

 

Boas histórias me chamam à atenção. Boas histórias bem contadas me são irresistíveis.

Pelo Twitter, minha prima @susie_costa me indicou a leitura do último livro do Philip Yancey. Fui até a livraria, determinado a seguir a indicação. Chegando lá, deparei-me com uma bancada de livros a R$ 19,90. Você há de convir que uma oferta de “livros que não custam nem vinte reais” merece atenção.

Já na “orelha” do primeiro exemplar da pilha, li o seguinte:

Do arco que empurra a flecha
quero a força que dispara;
da flecha que penetra o alvo
quero a mira que o acerta.

Do alvo mirado
quero o que se fez desejado;
do desejo que busca o alvo
quero o amor por razão.

Só assim não terei armas,
só assim não farei guerras,
e assim fará sentido
meu passar por essa terra.

Sou o arco, sou a flecha;
sou o todo em metades;
sou as partes que se mesclam
nos propósitos e nas vontades.

Sou o arco por primeiro;
sou a flecha por segundo;
sou a flecha por primeiro;
sou o arco por segundo.

Buscai o melhor de mim
e terás o melhor de mim,
darei o melhor de mim
onde precisar o mundo.

Marina - A vida por uma causa

Naquele momento, vi que Yancey teria de esperar. Quando me dei conta, já estava deixando a livraria, lendo as primeiras páginas de “Marina – a vida por uma causa”, de Marília de Camargo César.

Além de uma rica viagem por um Brasil que, muitas vezes, teimamos em ignorar, a história é cativante e me jogou em um turbilhão de pensamentos e emoções. Fui do riso ao choro, do espanto à contemplação, da indignação à esperança à medida em que devorava as palavras. O texto parece caminhar na mesma dinâmica em que se move sua personagem principal, fazendo com que se tenha a impressão de que é uma narrativa em primeira pessoa – e muito boa de se ler.

A cronologia e o entrelaçamento dos fatos me fazem crer de que a história de vida de cada pessoa aponta para aquilo que só ela tem de fazer nesta terra. As experiências, relacionamentos, provas a que cada indivíduo é submetido todo dia preparam-no para aquela contribuição que só ele pode dar para a história – pequena ou grande que seja. A maneira como reagimos a esse processo de preparação determina quão boa (ou má) vai ser essa marca que vamos deixar. Marina, ao que me parece, não se nega ao treinamento que a vida lhe impõe.

Assim, convido-o a saborear essa leitura. Aproveite para, à medida em que lê, refletir sobre qual é a sua missão específica – a sua causa -, e de que forma você se prepara para lutar por ela. Esteja pronto para descobrir que nem sempre é algo “grandioso” ou que vai ter impacto direto para multidões. Quem sabe, sua missão não é fazer diferença na vida de uma só pessoa, e que está ao seu lado? Seu irmão, sua irmã, seu marido, sua esposa, seu pai, sua mãe, seu filho, sua filha, seu amigo, seu chefe…

Por fim, quero dizer que meu objetivo, recomendando-lhe essa leitura, não é fazer com que você chegue ao final do livro e decida que vai votar em @silva_marina para Presidenta da República. Sequer proponho discutirmos se ela está “pronta” ou não (o livro trata dessa questão também). Mesmo porquê, sinceramente, não acredito que o fato de, eventualmente, não ser eleita vai fazê-la desistir de suas intenções. Ela vai dar o seu jeito, assim como fazem sempre as pessoas que sonham com força.

Afinal, pelo que pude ver, a “Macaca” não desiste facilmente. É moça, ao mesmo tempo, dura e terna… e leva a vida por uma causa.

Meus irmãos, sintam-se felizes quando passarem por todo tipo de aflições. Pois vocês sabem que, quando a sua fé vence essas provações, ela produz perseverança. Que essa perseverança seja perfeita a fim de que vocês sejam maduros e corretos, não falhando em nada! (Tiago 1:2-4)

A voz do GPS (outra do Fred)

abril 17, 2010 2 comentários

Este é mais um texto do Fred, meu sogro. O homem é uma figura, eu já disse!

Pensei que sabia tudo sobre carros. Puro engano. Tendo carro há 45 anos, e a maior do tempo dois ou três de cada vez, achava que sabia tudo sobre carros. Acompanho, não com profundidade, é claro, os progressos mecânicos e eletrônicos. Realmente achava que sabia tudo de carros.

Me surpreendeu! O quê? O tal de GPS. O amigo Alexandre chegou com um modelo médio, novo, equipado com o tal GPS. Abriu o GPS, digitou o endereçõ de onde nós íamos, aparece um mapa e uma voz feminina. A voz era monótona e um pouco “chata”. Tão “chata” como as vozes que fazem os avisos nos aeroportos do país. E se são “chatas” quando falam em Português, muito mais “chatas” se tornam quando falam em Inglês.

Pois bem; aparecem o mapa e a voz. A voz avisa: a 50 metros, dobrar à direita/ a 100 metros, ligeira curva à esquerda; entre na segunda saída da rotatória.

A voz falou: “vá em frente por mil e seiscentos metros”. Contestei:

- Ela errou, ela errou! Você, tomando a esquerda e subindo o viaduto é bem mais perto. Talvez que essa voz seja de uma loura burra.

E a voz respondeu:

- Essa rua a que você se refere está quase impraticável e cheia de buracos.

Fez uma pausa de três segundos e continuou:

- Vê se, na próxima eleição, vocês não votam nesses prefeitos que não cuidam bem do sistema viário da cidade… e loura burra é a mãe!

Sobre o Dia Mundial da Água…

Era uma daquelas efemérides que eu não poderia ter deixado passar… mas deixei. Até arquitetei mentalmente um post… mas não postei. Talvez porque eu não tenha dado a importância devida ao assunto – o que me constrange e me causa pesar.

Prefiro pensar que, no fundo, eu sei que há uma pessoa que poderia ter escrito tudo com mais propriedade e autoridade. Saber reconhecer que há assuntos (e como há) que fogem do nosso domínio é uma virtude a ser cultivada.

Desta forma, apresento-lhes o texto do Johnny, postado no Sustainable Mkt’s Blog. Como o post tem gráficos e imagens, não vou transcrevê-lo aqui. Segue o link. Você está mais do que convidado a clicar, ler e refletir – O Dia Mundial da Água passou…

Post Scriptum: Após a publicação deste artigo e da divulgação do post do Johnny no meu perfil do Twitter, minha amiga Daniela animou-se e resolveu escrever também um artigo bem prático no @america Personal Tech sobre o assunto – para vermos que todos podem e devem fazer a sua parte. Ganhei o dia!

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